BOAS VINDAS!

Obrigada por visitar meu blog! Espero que tenha gostado! Dúvidas e comentários serão respondidos com atenção. Para ler todos os posts de uma história, é só clicar nos marcadores!



YAMÊ ARAM

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

COMENDO PAPAGAIO II


          Eu nem imagina que tipo de ave meu avô estava querendo atirar. Achei que fosse Juruti, uma espécie de bombo silvestre que há em abundância no Moura, ou então, Galega, uma outra espécie de bombo silvestre. Fiquei ansiosa esperando dá cinco horas da tarde, lá no Moura nesse horário, é uma maravilha, periquitos, araras, curicas e papagaios aos milhares voam em bandos enormes que chegam fazer sombra de tão numerosos que são. São nuvens de pássaros que voam direto para as mangueiras quando as mesmas estão carregadas, e com muitas frutas maduras.

          O barulho que eles fazem é ensurdecedor, a gente não consegue ouvir nem quem está falando no pé do ouvido. Os bandos pousam nas mangueiras para comer todas as frutas maduras, é uma peste, pois a gente mesmo só consegue comer as caem no chão. Mas também, é tanta manga, que nem as caem a gente dá conta de comer, as vezes, nosso avô mandava a gente ficar enxotando eles de uma mangueira que era nossa preferida, uma mangueira de manga espada que ficava perto do curral do gado, ela era muito doce, e também a que mais comíamos.

           Aí, lá ia eu o Renoca espantar os bichos, mas não tinha jeito, eles voam menos de um metro dos galhos da mangueira e já voltavam novamente para o cabo das mangas maduras, e o bicho como rápido demais, aquelezinho! Nossa, nem dá tempo da gente vê, e as mangas ficam todas ruídas. Então, eu e o Renoca resolvemos um dia subir na mangueira e ficar balançando os galhos quando os bichos sentavam, o negócio, é que caía tanta manga, que a gente não dava conta de juntar, ficava aquele monte de manga no chão pra apodrecer, mas, bode, carneiro e boi, tudo gosta de manga, então, a gente deixava eles comerem também.

           Quando deu cinco horas da tarde, meu avô carregou a espingarda e andou na direção de uma mangueira enorme, a maior de todas, uma de manga maçã, sua mangas eram as maiores daquele pomar que havia no quintal, cada manga chegava a pesar quase meio quilo, uma só já dava pra encher a barriga de um caboclo. Ela era a que ficava mais cheia de pássaros, que gritavam desesperados pelas mangas maduras, as vezes chegava a ter quatro a seis pássaros em cada manga, era uma festa das mais barulhentas que se pode imaginar, e eu adorava aquela agitação toda, pois as seis horas da tarde era terrivelmente, depressiva e melancólica.

Google+ Badge

Google+ Followers

VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

Seguidores

Follow by Email

Google+ Followers