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YAMÊ ARAM

terça-feira, 15 de julho de 2014

TRAÍRA SE PEGA NO ESCURO!

     
         Depois de alguns meses morando no interior do Amazonas, vi que não teria outro jeito, há não ser, aprender a viver como cabocla, o que não seria nada fácil para uma criança de sete anos, ainda mais, que havia nascido sem nenhuma masculinidade.

         Resolvi então, prestar atenção em tudo o que aqueles belos caboclos, que tornaram minha experiência no mato mais interessante, faziam, pensavam, falavam, agiam, e também, como pescavam, já que lá, nos confins do mundo, onde Judas já chegou sem botas, e o vento não faz mais curva, é preciso ter muita coragem para sobreviver.

         Então, pedi ajuda para um caboclo lindo que morou conosco durante um tempo, aliás, um tempo muito gostoso! Benben, era esse caboclo que com muita boa vontade, ensinou-me como pescar. Meu avô não tinha muita paciência comigo, acho que meu jeito efeminado o irritava. Mas, Benben era bondoso e tinha toda paciência do mundo para ensinar-me a pescar um dos peixes mais gostosos e arisco d'água preta.

         Depois de algumas aulas com o lindo caboclo Benben, achei que já era hora de testar meu novo aprendizado, convidei o Renoca para pescarmos na beirada de casa, mesmo. Renoca, logo disse não, mas, como meu avô achou a ideia maravilhosa, afinal de contas, talvez eu estivesse virando um caboclo-macho, como eles costumam chamar, homens destemidos e corajosos, lá no interior, Renoca foi então, obrigado a pescar comigo.

         Meu avô, de cara já mandou o Renoca  tomar conta de mim, segundo ele, era pro Renoca me ensinar direito como pescar Traíra. Ele não sabia que eu havia feito aulas de pescaria com o melhor pescador da região. Eu escondia essas informações, pois, meu avô nem acreditaria, e se visse o meu desempenho, me obrigaria a pescar todo dia, e colocaria sobre mim, a responsabilidade de alimentar a todos da casa.

         Só que, pra se pescar Traíra, é necessária que a noite seja escura, uma noite sem lua, no puro breu de uma noite do interior, onde a luz da lamparina é vista a quilômetros de distância, que chega mais parecer uma estrela, de tão longe que brilha. Finalmente, uma noite sem lua chegou, e eu toda empolgada, logo avisei o Renoca que nessa noite iríamos pescar na beirada de casa, uns quinhentos metros do porto.

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