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YAMÊ ARAM

quarta-feira, 23 de julho de 2014

SEU OSCAR O FEITICEIRO QUE MORREU 20 VEZES II



       -Não estou perdido, só  caminhando pela beirada do rio. E o senhor, tá pescando? -Perguntei-lhe com a voz um pouco trêmula devido o susto.

       -Vim vê umas malhadeiras que coloquei ontem à noite. Tu é  filho de quem? -Perguntou-me, levantando a malhadeira d'água, que estava cheia de peixes bonitos.

       -Nossa, que quantidade de peixe que o senhor pegou, hein! -Exclamei admirada pela quantidade de peixe que haviam caído na rede.

      -Diz aí curumim, de quem tu é filho? -Mais uma vez perguntou minha filiação.

      -Do Seu Bené e da Dona Jojó. -Respondi-lhe, olhando bem dentro dos seus olhos castanho-escuro.

      -Ah rapaz, tu é filho dele, então! Muito prazer, eu sou Seu Oscar! -Meu coração disparou imediatamente com sua resposta.

      Ele tirou o seu chapéu  de palha da cabeça, e acenou para mim, balançando sua cabeça para cima e para baixo. Eu não estava acreditando que o famoso feiticeiro do Paraná do Moura estava bem na minha frente, e eu ainda o estava vendo tirar peixe da malhadeira, que é como a gente chama as redes de pescar no Amazonas.

      -O prazer é todo meu Seu Oscar, já ouvi muito falar do senhor! Retribuí-lhe o comprimento com a cabeça.

      -Quer vir olhar as malhadeiras comigo, tu não tem cara de curumim do interior, parece mais filho de rico! -Disse-me rindo, e coçando sua cabeça, e depois colocou novamente seu chapéu de palha.

      -Eu nunca vi malhadeira, nem sei como se tira os peixes. -Minha experiência como caboclo não era das melhores, por isso, deixei claro pra ele, expressando uma cara de curiosidade.

      -Ele então, encostou o casco na beira do rio, e disse:

      -Sobe aqui no casco, hoje vou te ensinar como tirar peixe da malhadeira. Tu sabe remar? -Eu subi no casco, passei pra popa, onde fica o último banco, sentei-me, ele então virou para mim, entregando um remo em minha mãos.

      -Também não Seu Oscar, mas aprendo rápido! -Exclamei louca que ele não me chamasse de metido.

      -Não tem segredo, não. É só você pegar o cabo do remo dessa forma, dá três remadas n'água, e trocar o remo de lado no casco. Deixe o remo escorregar assim, quando for da direita para esquerda, o remo escorrega pela mão direita, quando for da esquerda para a direita, ele escorrega pela esquerda, o resto é só meter força no braço pra empurrar a água, e o casco corre. -Seu Oscar, ensinou-me a remar em menos de cinco minutos.

      Fiquei observando todos os seus movimento, bem sincronizados para remar. O remo deslizava em suas mãos com tanta facilidade que achei fácil uma coisa difícil de aprender, como é remar. Naquele momento, tudo o que passava em minha cabeça, era perguntar-lhe se tudo o diziam a seu respeito era verdade.

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