BOAS VINDAS!

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YAMÊ ARAM

segunda-feira, 14 de julho de 2014

AS DUAS CIGANAS X



         A mulher de vestido vermelho, olhou para a mulher de vestido amarelo com estampas laranjadas, e logo houve um silêncio entre elas. Olharam-se durante uns cinco minutos, era como se estivessem conversando por telepatia.

         -Então, a mulher de vestido amarelo disse-me:

         -Nós iremos mostrar-lhe as Cartas Sagradas, que foram seladas a muitas eras. Desde que o poder do jardim foi pervertido pelo primeiro que o adentrou, elas foram seladas do conhecimento de todos. Mas, agora que o jardim se abriu novamente, e você o transformou, as Cartas Sagradas podem mais uma vez girar. -Assim que ela terminou de falar, virou-se novamente para a mulher de vermelho, olhando-a mais uma vez nos olhos.

         A mulher de vermelho olhou-me e disse:

         -Hoje verás e saberás muitas das coisas que irão acontecer em tua caminhada, embora só poderás saber o que as Cartas Sagradas quiserem falar. -Então, eu perguntei com muita curiosidade dentro do meu coração.

         -Quem são vocês? -Meus olhos brilhavam à espera de sua resposta.

         A mulher de vermelho, riu-se de mim, e logo respondeu-me:

         -Somos as Duas Ciganas! -Exclamou, rindo com gargalhadas que entravavam em meu ouvido produzindo um zumbido estridente.

         -Vocês são como as ciganas que conheço na terra? -Perguntei, pois era o que havia em minha memória.

         A Cigana de vestido amarelo, olhou com fúria em seus olhos e repreendeu-me:

         -Não nos confunda, somos Sagradas! Somos as guardiães das Cartas Sagradas. Não vendemos sabedoria nem adivinhamos nada, somente guardamos as Cartas Sagradas que contem todos os caminhos. Só falamos os que elas nos dizem, e mesmo elas, sabem quando calar. -Meu corpo estremeceu com as palavras e com o tom da voz daquela Cigana Sagrada que vestia um vestido amarelo.

         A orla do seu vestido amarelo começou a flutuar, lembrava-me o cabelo da Cigana Sagrada de vestido vermelho, que também flutuava. Uma visão sagrada demais para se conter as lagrimas que escorriam de meus olhos, tamanha era minha emoção.

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