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YAMÊ ARAM

segunda-feira, 30 de junho de 2014

SEU OSCAR O FEITICEIRO QUE MORREU 20 VEZES


 Seu Oscar, foi um feiticeiro que conheci no Paraná do Moura no Município de Barreirinha, interior do Amazonas. Era um homem temido e respeitado por todos daquela região. Não havia nome que metesse mais medo em todo mundo. Tinha umas pessoas que evitavam até mesmo pronunciar seu nome. Eram muitos os feitos atribuídos a Seu Oscar. Sua fama corria de boca em boca, principalmente dos mais velhos, que contavam coisas fascinantes relacionadas a seu Oscar.

 Assim que nos instalamos na fazenda onde eu viveria por uns anos, muitos moradores começaram a nos contar histórias sobre esse feiticeiro que era tido por todos como o mais terrível. Meu interesse por Ele logo despertou e meus pensamentos e imaginação voltaram-se para encontrá-lo. Essa tarefa não seria das mais fáceis. Minha família evitava contato com qualquer coisa ligada à feitiçaria, mas meu coração batia acelerado só de imaginar como seria o semblante de Seu Oscar.

 Certo dia, fomos visitar uns moradores que viviam numa das comunidades do Paraná do Moura, chamada Comunidade de São Francisco. Viviam nela cerca de trinta famílias, e outras viviam nos arredores, como a família de Seu Oscar, que tinha uma casa a mais ou menos dois quilômetros da Comunidade. Essa família que fomos visitar que morava um pouco mais abaixo da casa Dele, há uns quatro quilômetros era a família de Dona Maria.

 Assim que, chegamos na casa da família de Dona Maria, fomos direto para o barracão, que também era a cozinha, lá é costume a cozinha ser junto com o barracão de fazer farinha, e as vezes o forno de fazer de torrar farinha  fica dentro da própria cozinha da casa. Eu achei o quintal da casa mais interessante do que a cozinha, como geralmente os mais velhos não gostam que os mais novos fiquem ouvindo a conversa deles, logo nos mandaram brincar no quintal. Isso não me chamava muito à atenção, ao contrário dos meus irmãos que já corriam com os filhos de Dona Maria pra cima e pra baixo.

 Eu preferi caminhar pela beirada do rio, indo em direção da Comunidade, era época da vazante, e a beirada estava completamente limpa, permitindo uma caminhada bem interessante e mais prazerosa do que ficar correndo no quintal brincando de manja, uma brincadeira de pega-pega que os meninos costumavam fazer para se divertir
.
 Meus olhos olhavam as barrentas águas daquele furo, pois a do rio que passava enfrente a minha casa era preta. Aquilo era realmente interessante. Sua correnteza também me chamava à atenção, pois a do rio de minha casa era parada. Caminhei durante um bom tempo observando aquela linda paisagem, até que fui surpreendida com a voz de um homem.

 -O que tu faz aqui, curumim? Tá perdido? -Era um caboclo moreno, mais ou menos de um metro e sessenta, cabelos grisalhos, corpo esguio. Aparentava ter uns sessenta anos de idade. Sua fisionomia séria me assustou. Não parecia gostar muito de rir, mas sua voz fez meu corpo estremecer.

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