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YAMÊ ARAM

terça-feira, 20 de maio de 2014

A APARIÇÃO DE XANGÔ


Dona Maria, uma cigana, um oráculo em transição, uma mulher poderosa e sábia, daquelas que a gente tem que escrever tudo que diz, havia me dito que Xangô era meu Pai de cabeça, não duvidei. Realmente ela estava certa, como sempre está, aliás ela nunca erra.

Esses dias, eu estava caminhando por uma praia maravilhosa junto de uma amiga. O dia estava nublado, não havia um raio de sol sequer que estivesse ultrapassando aquelas nuvens escuras que cobriam o céu.

Eu estava procurando a casa do meu avô, queria mostrar à minha amiga que tínhamos uma casa na praia, claro que estávamos no mundo espiritual, e eu sabia que tínhamos uma casa ali, mas por algum motivo eu não conseguia chegar até ela. Comecei então a gritar por meu avô, depois de gritar por três vezes, ele apareceu sobre uma duna atrás da gente, tomei um susto e disse-lhe:

-Vô, tô procurando nossa casa, onde que ela foi parar, queria mostrar à minha amiga? Falei eu toda apressada e ansiosa para que minha amiga entrasse dentro de casa, mas, ele disse-me:

-Não minha filha, tenho um outro lugar para mostrar para ti e tu amiga! Respondeu com sua voz mansa e suava, voz de avô, daqueles que conseguem igual ninguém controlar uma neta danada e terrível.

-Então tá vô, vamos lá então, onde é? Perguntei-lhe com os dedos até coçando de tanta curiosidade.

Ele então disse-nos:

-Vamos por aqui por essa estrada de barro! E entrou naquela estrada de barro vermelho como massapé.

Nós o seguimos imediatamente. Minha amiga disse-me:

-Yamê, toma essa cachaça pra você levar!

Eu olhei e era uma garrafa de um vidro branco. Abri a garrafa para vê o que era, realmente era cachaça, mas um vento soprou sobre nós naquela estrada, e levantou tanta poeira de barro, que não tive tempo de facher a garrafa, entrando poeira de barro e sujando a cachaça.

Eu fiquei sem graça por ter deixado entrar poeira de barro dentro da cachaça. E perguntei ao meu avô:

-Onde o senhor tá nos levando, vô? Não aguentava mais o silêncio dele!

-No barco do dos anciões, ele está ancorado logo ali na frente, já é ora de você conhecer  esse barco, minha filha,  e eles te conhecerem também! Disse-me com o tom de voz um pouco apreensivo.

Não me preocupei muito com nada, eu estava na companhia do meu avô, e sentia-me totalmente segura e livre. Sempre fui meio impetuosa e insubordinada, de gênio indomável. Não é  fácil controlar-me, aliás é impossível. Sou guiada pelo meu próprio instinto. Meu avô sabia disso, e acho que sua procupação era essa.

Avistamos o barco que flutuava a uns duzentos metros da beirada da praia sob um mar de cor azul anil.

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