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YAMÊ ARAM

sexta-feira, 30 de maio de 2014

HOMENAGEM À DONA JOJÓ, MINHA MÃE!



Quando morei em Barreirinha, cidade que fica no interior do Amazonas, tive que morar com uma família de amigos da minha mãe, a Dona Jojó, pois não tinha como eu ir estudar sem ter que deixá-los no interior do Paraná do Moura, nessa época eu tinha só doze anos. As vezes a saudade era tanta de minha mãe, que por algumas vezes chorei escondida de todo mundo. Mas, quem realmente sofria com saudades de mim, era minha mãe, a Dona Georgina, a famosa Jojó, que chegou até adoecer com minha falta, tinha até alucinação, chegando a me ver em cima de uma pedra grande, onde eu costumava ficar deitada.

Dona Jojó não media esforços para que eu estudasse, diferente do meu avô, que queria que eu roçasse campo, arrancasse mandioca, dessa parte eu até gostava. Mas não era lá no meio do mato que eu queria viver. Sempre quis estudar, sempre quis sair do Amazonas, para correr atrás dos meus sonhos.

Dona Jojó sempre foi muito agarrada comigo, pois sempre fui a filha mais carinhosa, e a única que conseguia fazer com ela risse até ficar vermelha. Eu mordia sua orelha, fazia cócegas, palhaçadas, e ela não resistia e morria de rir. Um dia chegamos até cair da rede, de tanto que eu estava atormentando ela, o punho da rede não aguentou e arrebentou, e nós duas caímos com tudo no chão!

Para ir me ver, Dona Jojó saía do Paraná do Moura, cinco horas da manhã, remava cerca de sete horas direto, com o remo a toda velocidade, para poder conseguir chegar por volta do meio dia em Barreirinha. Ela vinha pegando atalho pela cabeceira do Jurupari, onde morava Dona Ana Caiá, lá ela pegava emprestada a canoa de Dona Ana Caiá, que era maior que nosso casco, feito por meu avô, e muito pesado, para se fazer uma viagem longa dessas, e batia remos de verdade com meus irmãos para chegar o mais rápido possível na cidade.

Eu sempre ía esperá-la chegar, num porto da cidade de Barreirinha, que fica atrás do Colégio onde estudava, chamado Maria Belém. Quando dava meio dia, eu via a canoa saindo do meio do mato, cheia de fruta, peixe seco, farinha que ela mesma torrava, beijus de mandioca de todas as espécies, ovo das minhas galinhas, roupa nova que ela mesma comprava ou fazia, pois sempre foi uma excelente cozinheira e costureira. Ela cozinhava tão bem que chegava enganar os outros quando fazia bife de capivara parecer de carne de boi.


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