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YAMÊ ARAM

segunda-feira, 12 de maio de 2014

EM BUSCA DE SALOMÉ, MINHA VÓ!

Quero contar pra vocês uma história não muito bonita nem humorada, mas extramente triste e dolorosa: a história de Salomé, minha avó biológica por parte de mãe. Salomé foi achada por meus avós maternos e adotivos vagando pelo mato de um interior, que até agora não consegui saber o nome - há muito mistério nessa história - mas lembro-me de algumas coisas contadas pelos meus parentes. Salomé havia engravidado e era ainda muito jovem, tinha cerca de uns quatorze anos, e não sei ou não se sabe por que, ela não dizia o nome do pai para que, como era costume na época, fosse feito seu casamento. Como Salomé se recusava a falar o nome do bendito que a engravidou, seu pai a expulsou de casa. Sem rumo e sem amparo algum, Salomé viveu sabe-se lá quanto tempo no meio do mato, alimentado-se de frutas silvestre e sabe Deus o que mais, até um dia ser avistada por meu avô materno e adotivo, comendo banana verde de um bananal que havia perto da casa onde meu avô e minha avó moravam. Meu avô e minha avó, compadecidos com a situação humilhante e desumana na qual Salomé se encontrava, convidaram-na para morar com eles enquanto passavam-se os meses de sua gravidez. Salomé também recusou-se a falar para meus avós quem era o pai de seu bebê (coisa que eles não insistiram em saber, já que a pequena Salomé queria manter segredo sobre a identidade do pai de seu filho). Uma dia, Salomé conversou com meus avós e disse-lhes:

-Vocês querem ficar com meu filho?

Meus avós, que desejavam um filho, imediatamente disseram que queriam sim o bebê. Eles sempre foram loucos para ter uma criança, e minha avó havia perdido seu único filho junto com seu útero, levando para o túmulo a possibilidade de um filho biológico. Salomé ainda ressaltou:

-Mas tem um negócio, vocês tem que pegar a criança e não me deixá-la vê. Não quero vê-la, para eu não sofrer com a perda. Então, assim que eu parir vocês pegam a criança e levam ela!

Meus avós concordaram com tudo, e concordariam com qualquer desejo de Salomé, afinal de contas, ter um filho já era benção demais para os dois e não seria trabalho nenhum realizar o desejo de Salomé. Meus avós questionaram Salomé sobre o porquê de dar o seu bebê. Ela sem pestanejar respondeu-lhes:

-Se eu não estiver grávida, posso voltar para casa!

Talvez, tudo que a menina Salomé queria fosse o aconchego de seu lar, e naquela época ser mãe solteira era a pior das maldições que uma moça poderia carregar. E assim foi feito: quando chegou o dia de Salomé dar a luz, meus avós a levaram para o hospital. Assim que o bebê nasceu, eles pegaram a criança, sem que Salomé a visse (como era seu desejo) e sumiram daquele interior que, de bom para eles, só lhes deu Salomé, a mãe biológica de minha mãe biológica, que chama-se Solange.

Hoje sinto o meu sangue chamar por Salomé, acredito que irei encontrá-la - espero eu viva - para que possa me contar sua verdadeira história e talvez, se ela me permitir, eu possa contar para vocês a história de minha avó Salomé. Se alguém souber seu paradeiro, ficarei muito feliz com qualquer ajuda para minha busca por Salomé, a minha vó!

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