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YAMÊ ARAM

quinta-feira, 22 de maio de 2014

AS DUAS CIGANAS VI


  Após todo aquele jardim ser transformado em uma labareda de fogo intenso, uma décima primeira explosão aconteceu em meu espírito, e todo o fogo que havia consumido e transformado-o em chamas vivas, veio para dentro do meu corpo, parecia que eu ia explodir, tamanho era o poder daquele fogo.

 Todo aquele jardim transformou-se em cinzas. Já não havia flores nem rosas nem espinhos, tudo tornou-se em cinzas, e eu flutuava calmamente admirando toda aquela destruição. Tudo era belo e glorioso. O vento quente que soprava também esfriou e tornou-se gélido.

 Uma décima segunda explosão aconteceu dentro do meu espírito, tão poderosa, que parecia que iria fazer meu corpo em pedaços. Nada mais me assombrava. Nem mesmo a dor de milhares de espinhos perfurando meus pés. Estava apaixonada por tudo aquilo. Era tudo muito magnífico.

 O vento começou a soprar fazendo as cinzas daquele jardim voarem em minha direção, e fez-me inspirar toda a cinza daquele jardim. Meus pulmões encheram-se de cinza, que tive vontade de espirrar. Espirrei, e toda a cinza foi jogada de volta ao seu lugar, e tudo o que estava morto reviveu. Mas nada era como antes, o jardim havia mudado, e novas flores com novos espinhos nasceram de toda aquela cinza que o jardim havia tornado-se.

 Flores de cores diferentes e outras completamente novas haviam nascido naquele jardim, e sua beleza era divina e espiritual. Tudo tinha vida e falava. As flores emitiam uma canção, a canção dos perfumes. Os espinhos também cantavam, a canção da dor. As nuvens cantavam, a canção do vento. O vento também emitia sua canção, a canção das cinzas.

 Fiquei mais deslumbrada ainda com tudo aquilo. Eu queria ficar ali deitar eternamente no meio daquele jardim. Queria tocar novamente cada flor e cada espinho. Mas, uma voz reunida por todas as canções soou, e disse-me:

 -Entre pelo caminho que se abrirá para ti. Caminhe sem tocar em nada. Não colha flor nem rosa. Somente caminhe e quando vires o Coreto Sagrado, entre e espere que elas cheguem e falem com você. Tudo o que elas falarem, não diga a ninguém. Guarde teus olhos para não seres seduzida pela beleza do Jardim Sagrado, se não tu ficarás nele para sempre!

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