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YAMÊ ARAM

quinta-feira, 8 de maio de 2014

A VILA ACABA MUNDO

Há povos e povo, mas num lugarzinho maravilhoso com mais ou menos uns cinco mil habitantes, parece pequeno, só o espaço, porque o coração do povo desse lugar não tem tamanho, conheci enfim o que seria para mim uma benção, daquelas que você agradece cada manhã por cada dia, e mais que uma benção, tornou-se minha casa, minha família, que me aceitou e me amou como nunca em nenhum outro lugar havia acontecido, e aqui vivi tão aconchegadamente, que pude passar pelo processo da descoberta da transexualidade sem nenhum problema.

Mas isso, é o que menos importa agora, quero mesmo é fala do povo da Vila Acaba Mundo, que a cada abraço, gritos, oh povo que grita gente! Até passei a ser mais escandalosa, mais do que eu já era, de manhã cedo então, as mães gritam tanto, que parecem que estão apanhando, mas é tudo culpa dos meninos que tem que ir pra creche e as pestinhas fazem hora com a cara das coitadas das mães, que acabam chegando atrasadas e quase sem cabelo de tanto puxarem com a mão, na tentativa de controlarem-se para não baterem em seus filhos sapecas, mas muito, muito amados por essas loucas que são capazes de destruir o mundo por causa desses serelepes, também barulhentos, acho que é genético isso de gritar.

A Jú então, "NEGÃO", ela grita lá em cima, depois da Bica, e a gente escuta aqui em abaixo, na Praça Carioca, aquele grito agudo, que dói os ouvidos, mas na verdade, a gente só rir quando escuta uma dessas mães conversando com seus filhotes danados... Se não fosse o grito dessas mães, a vila Acaba Mundo iria acabar mesmo, pois é isso que deixa tudo mais alegre e feliz.

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