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YAMÊ ARAM

quarta-feira, 9 de abril de 2014

SEU SABAZINHO

Em Parintins, depois da batalha na casa mal assombrada onde tive minhas primeiras experiências com o mundo espiritual, lutando com espíritos terríveis que queriam matar minha família, nos mudamos para um casebre na mesma rua Julho Belém, a uns dois quarteirões da antiga casa mal assombrada, minha mãe biológica estava desesperada e muito assustada com que tínhamos vivido na passagem pela casa anterior, e não quis perder tempo tentando alugar uma casa melhor, e esse casebre que pertencia a um senhor chamado Seu Sabazinho estava para alugar, e na verdade, tudo o que minha mãe biológica queria era se ver livre daquela assombração toda que nos atormentava, e não estava importando-se para onde iríamos nem onde moraríamos, simplesmente queria sair daqui. Eu também concordava, já estava quase morta de tanto lutar dia e noite para manter minha família segura e ilesa. O casebre não era muito grande, tinha apenas três cômodos, mas possuía um quintal enorme, acho que novecentos metros quadrado era tamanho de todo aquele terreno, ligava duas ruas, a Julho Belém e a Avenida Vicente Reis, que segundo fiquei sabendo, seu nome foi mudado para Avenida Lindolfo Monte Verde. No quintal haviam muitas árvores frutíferas, e bem no centro dele, uma mangueira grandiosa, era uma árvore imponente, tomava quase todo o tamanho daquele quintal, e lógico, que isso pra gente, curumins, era mais que o céu. Poderíamos brincar a vontade, sem sairmos pra rua, outro local que curumim adora, minha mãe decidiu ficar com a casa. Nos mudamos no mesmo dia, todo mundo ajudou, minha mãe sempre teve muitos amigos e não foi difícil encontrar quem ajudasse na mudança. Eu fiquei tão encantada com o tamanho daquele quintal, que comecei a explorar sozinha aquela imensidão de terra boa para um curumim que gosta de brincar de Esconde-Esconde, Manja, Cemitério, Jemensom, de trepar nas árvores e ficar brincando de pega-pega nos galhos das delas, foi então que achei um buraco no muro do quintal, que dava no quintal de outra vizinha, que quando me viu com a cabeça enfiada para dentro do seu quintal, logo me chamou pra comer frito de farinha, eu imediatamente aceitei aquele convite seu exitar, era frito de farinha com açúcar e eu adoro comê-los com café, ela também tinha farinha de tapioca, que eu também comi com café, ela então perguntou-me: -Como é teu nome curumim? Eu com a boca cheia respondi: -Dener, senhora! Ela então sorriu com os dentes todo amarelado, e pegou na minha cabeça, acariciando meu cabelo liso, na época, agora é ondulado, e murmurou entre os lábios: -Vejo que você não é um curumim comum, muito inteligente, faz amizade rápido, quando quiser comer alguma coisa, venha aqui em casa, eu ia fechar aquele buraco, mas já que você agora é meu vizinho, vou deixá-lo aberto pra você passar. Eu sorri-lhe de volta e ela me deu um beijo na cabeça. Depois ela voltou a sentar-se em seu banco de madeira, abriu suas pernas, sua saia arrastou no chão, colocou suas duas mãos sobre os joelhos, e falou-me com um tom de voz alertador: -Olha curumim, vou te dá um concelho, nunca brinque nesse quintal em noite de lua cheia, principalmente se você ouvir cavalo relinchando, nesse quintal, aparecem muitas visagens, "que é como a gente chama assombração no Amazonas", -eu mesma faço todas minhas necessidades no pinico nem ouso sair de casa a noite pra ir na privada, "como é chamado o banheiro lá". Então eu fiquei curiosa e perguntei-lhe: -O que aprece de visagens nesse quintal, Dona Maria? Ela então coçou a cabeça, rindo, e disse-me: Toda lua cheia, quando todos estão dormindo, um grande cavalo branco aparece nesse quintal, correndo, saltando para cima e relinchando, mas dizem, que esse cavalo é encantado e ninguém ainda conseguiu vê-lo, mas, todo mundo já ouviu ele relinchar durante as noites de lua cheia, dizem que seu relinchar arrepiar até a alma, e que pelo barulho de suas patas a terra chega a tremer e o caboclo estreme só de ouvir, mas, nunca ninguém conseguiu vê-lo, eu mesma já o ouvi várias vezes, e só peço pra Deus me valer naquele momento!

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