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YAMÊ ARAM

sexta-feira, 4 de abril de 2014

OS QUATRO BRUXOS XIII

Quando todas as flechas de prata com pontas negras transpassaram o meu corpo que continuava tombado sobre minhas coxas, a primeira bola de fogo atingiu-me o rosto do lado direito, senti minhas pele e carne sendo consumida pelo fogo, pude ouvir a melodia dos pássaros aumentar de volume, mas havia uma tristeza muito grande contida nos seus cantos, outra bola de fogo atingiu meu rosto do lado esquerdo, outra atingiu a nuca, outra atingiu meu braço esquerdo, e depois o braço direito, a coxa direita, e coxa esquerda, o estomago, o peito, e assim meu corpo foi começando a ser consumido totalmente pelas bolas de fogo que atingiam-me de todos os lados, e meu corpo novamente tombou para trás, mais senti tanta paz em ver minha carne virando cinza, que meu espírito moveu meu corpo lentamente de volta à posição que estava antes, tombado sobre minhas coxas, e assim, minha pele, minha carne já dilacerada pelas flechas de prata com pontas negras que haviam transpassado-me por inteira, meus ossos, foram todos transformados em cinzas, e tudo ficou escuro e negro. De repente um vento soprou sobre minhas cinzas fazendo-as voar de sobre a ponte, passando por sobre as águas e levando-as em direção à ilha onde estavam os sete espíritos aprisionados e Cecília, a menina de dois anos, que chorava compulsivamente derramando lágrimas que não tocavam mais meu coração, pois eu estava livre. Não havia dor. Não havia corpo. Não havia carne. Não havia sangue nem ossos para prenderem-me. O vento soprou mais forte e levou minhas cinzas até a frente do Francisco, que chorava com os olhos fechados e cabeça abaixada e minha voz soou através do vento forte: -Francisco, por que ainda está chorando, querido? Levante sua cabeça agora e olhe! Francisco arregalou os olhos levantando sua cabeça imediatamente, uma das minhas cinzas começou a reluzir, produzindo uma luz azulada, e foi em sua direção e tocou a sua testa exatamente encima do local onde eu havia beijado sua testa, dando-lhe o ósculo santo, a cinza de luz azulada entrou em sua testa e sumiu. Uma luz com um azul muito mais forte e escuro começou a nascer em sua testa, e foi tomando conta e iluminando todo o seu corpo, ele olhava-se assustado com o que estava acontecendo com seu corpo, que estava sendo tomado por aquela luz maravilhosa. Minha voz sou novamente através do vento forte: -Francisco, levante-se, renasça seu espírito, renove suas forças e voe como uma águia! Francisco começou a derramar lágrimas também de cores azuis que reluziam como a luz que tinha iluminado todo o seu ser e exclamou com grande voz: -Ela me libertou quando me osculou na testa! Ela quebrou a minha prisão só com seu beijo! Agora estou livre! E raios de luzes azuis começaram a cortar o vento em todas direções, e um terremoto estremeceu toda a ilha, a água também começou a agitasse produzindo grande ondas que batiam com força contra as margens da lagoa e da ilha. Francisco começou a flutuar sobre o chão da ilha e foi levantando até chegar acima das árvores, quando ele estava totalmente no alto sobre a ilha, sua luz aumentou sobre maneira, seu corpo estava todo iluminado, e já era a Luz Azul, os raios que saiam de seu corpo aumentaram ainda mais, destruindo muitas árvores naquela ilha, que eram atingidas pelos raios que saiam de Francisco e tinham suas raízes arrancadas da terra e jogadas longe, caindo dentro das águas que cercavam aquela ilha, fazendo ondas maiores ainda. Foi quando Francisco o ser da Luz Azul, gritou estremecendo tudo à sua volta: -ESTOU LIVRE NOVAMENTE! ESTOU LIVRE AGORA! YAMÊ ARAM ME LIBERTOU E QUEBROU MINHA PRISÃO! E então, Francisco o ser da Luz Azul, desceu sobre o chão da ilha iluminando todo aquele chão escuro e negro que havia sobre a ilha. Sua Luz Azul era tão forte que fazia as árvores todas estremecerem com seu poder, os seis espíritos aprisionados e Cecilia, também estremeceram diante de tanta luz e poder que emanavam do corpo de Francisco, que agora, estava totalmente azul devido sua luz, foi quando ele abriu seus olhos e duas tochas de fogo azul saíram de seus olhos fazendo com que aquelas águas das lagoas flutuassem no ar.

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