BOAS VINDAS!

Obrigada por visitar meu blog! Espero que tenha gostado! Dúvidas e comentários serão respondidos com atenção. Para ler todos os posts de uma história, é só clicar nos marcadores!



YAMÊ ARAM

segunda-feira, 21 de abril de 2014

MENINOS NÃO APRENDEM NADA

Quem lê reportagens e artigos na internet já se acostumou aos comentários sem-noção. Geralmente um emaranhado de insultos que ao final se resumem em culpar o Governo ou o PT por todos os problemas da humanidade. Mas às vezes; vezes muito, muito raras, os comentários são tão bons que completam ou superam o texto original. É o caso do artigo “Meninas aprendem a se proteger; meninos não aprendem nada”, da especialista em políticas de educação e ciência Sabine Righetti, publicado na edição eletrônica da Folha de S. Paulo deste domingo, 20 de abril. O ideal é que se leiam o artigo e os comentários na íntegra, mas, resumidamente, o texto, ainda no rastro da pesquisa do IPEA que suspostamente indica que os entrevistados consideram que uma mulher sumariamente vestida mereça ser atacada sexualmente, defende que as escolas ensinam as meninas a se proteger contra ataques sexuais mas não ensina os meninos a não as atacar. Além da fragilidade da tese defendida, há ainda o título genérico demais: as meninas, todas elas, aprendem a se proteger, mas os meninos, esses malvados, não aprendem nada. Possivelmente, a infeliz escolha desse título já foi suficiente para atrair comentários irados. Mas o mais curioso é que a maioria dos comentários mantém um alto nível de argumentação. Alto nível que a autora do texto não conseguiu nem de perto alcançar. É o caso do leitor que se identifica como John Keiper. Ele diz: “Ah, as generalizações… Se alguns são doentes e covardes, todos os homens não possuem escrúpulos e devem ser educados, assim como todas as mulheres são entidades divinas, que podem sair a hora que quiserem, em um país seguro como o Brasil. O senso de segurança não serve para ambos os sexos?. Prezo pela igualdade de direitos e deveres, mas sem esse feminismo cego.” Já Léo Roberto ponderou: “Estuprar é um ato que revela, sem dúvida alguma, um gravíssimo problema psiquiátrico do praticante. Educação nada tem a ver com esse comportamento terrível. Qualquer homem, independentemente de sua educação, se não for desequilibrado jamais conseguirá perpetrar esse crime.” O leitor Flávio argumenta que o estupro deve ser encarado em meio a todas as outras formas de violência: “Alienado seu texto. Sou homem, 33 anos faço academia, musculação pesada, e não saio de casa pra correr nem depois das seis. Não na rua. Uma coisa é estar em Viena outra é estar no Rio ou em São Paulo em que há uma horda armada disposta a tudo. Se quiser ficar teorizando sobre o machismo, feminismo e outros ismos tudo bem, mas a violência urbana não escolhe, porte físico etnia, gênero.” E assim seguem os comentários, sempre atacando as incoerências que permeiam os raciocínios desenvolvidos no texto. Até o momento de publicação deste texto, apenas Loira havia empenhado total apoio à tese de Sabine e de uma forma bem clássica, com direito a ofensas e generalizações: “Ótimo post, ótima observação Sabine. Infelizmente essa proporção de um em quatro ainda é grande e revela que o Brasil é o país dos calhordas que acham, sim, que só compete às mulheres ter freios morais.”, postou a leitora, se referindo à pesquisa corrigida do IPEA. Loira aprendeu a se defender. Texto emulado de: http://www.blogdoluizcarlos.com/

Google+ Badge

Google+ Followers

VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

Seguidores

Follow by Email

Google+ Followers