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YAMÊ ARAM

quarta-feira, 2 de abril de 2014

AS DUAS CIGANAS

Um dia desses estive mergulhada no mundo espiritual e fui em uma casa muito bonita. Era uma casa toda vermelha, feita de madeira de lei, Itaúba, e com janelas também de madeira e vidros que mais pareciam cristais. Havia um lindo jardim que ficava na frente da casa com rosas de todas as cores, plantas trepadeiras que também possuíam flores magnificas mas de cores que eu nunca havia visto, árvores frondosas com copas maiores que o próprio quintal da casa, e o que mais me chamou atenção foram espinhos que protegiam todo aquele jardim, com pontas tão afiadas que lacrimejei só de olhar, lógico, que minha curiosidade não fora para as flores nem para as árvores nem mesmo para a casa, fiquei encantada foi com aqueles espinhos que cercavam todo aquele jardim. Perguntei para uma menina de sete anos que me receberá no portão: -Porquê um jardim tão lindo está cercado por espinhos tão afiados e perigosos? Ela respondeu-me sem demora: -Porquê esse jardim não pertence a ninguém, somente a ele mesmo, e os espinhos nasceram do próprio jardim, e também, ninguém jamais o adentrou,e os seus caminhos curvilíneos que somem para o meio do jardim, desaparecem dos olhos quando ele se sente invadido. Perguntei novamente para a menina de sete anos que vestia um vestido vermelho e branco com bordados pretos na manga e na gola: -Quero vê o que há dentro desse jardim, parece que ele está me chamando, e eu sinto uma voz suave vindo do meio dele! Eu exclamei atenta para o meio do jardim e com meu coração batendo acelerado, a menina olhou-me assustada e disse-me: -Esse jardim não faz soar sua voz desde muitas eras, já vi várias pessoas virem aqui para admirá-lo, mas, o jardim não responde seus anseios e curiosidades, como pode há você ele está manifestando-se com carinho, quem é você, afinal de contas? Eu dei uma grande gargalhada e beijei sua testa pequena e quente, e disse-lhe com voz suave e carinhosa: -Minha criança, quando eu voltar do meio do jardim se ainda estiveres aqui, digo-lhe meu nome. Eu então comecei a caminhar em direção dos espinhos pontiagudos que protegiam aquele jardim maravilhoso, foi quando a menina disse-me com uma voz de medo: -Cuidado esses espinhos não ferem somente o corpo mas também o espírito, e suas estrepadas sugam sua força vital, você pode morrer caminhando no meio deles sem nem mesmo chegar ao meio do jardim! Eu olhei-a nos olhos e disse-lhe: -Se o jardim me chama, seus espinhos também estão me chamando, farei o que for preciso para entrar no jardim e passar pelos espinhos, não se preocupe! Voltei-me para o jardim, aproximei-me dos espinhos e passei minhas duas mãos sobre eles e apertei para que furassem-me, mas, os espinhos amoleceram e tornaram-se delicados diante das minhas mãos, então, comecei a caminhar entre os espinhos que acariciavam minha pele, como se estivessem fazendo-me uma maravilhosa massagem, foi então que olhei para trás e vi que a menina de sete anos estava chorando, fiquei curiosa para saber o porquê de suas lágrimas e perguntei em alta voz: -Porquê você está chorando meu amor? Ela respondeu-me com sua voz infantil: -Nunca pensei que veria esse jardim se abrir para alguém, é uma visão maravilhosa saber que tudo que me foi dito sobre ele e sobre quem o adentraria é tudo verdade! Eu olhei para ela com muito carinho e disse-lhe: Quando eu voltar você me contará tudo o que foi lhe dito sobre o jardim e eu. Ela então, balançou sua cabecinha acenando que sim. Olhei novamente para a direção onde estava o meio do jardim e continuei caminhando, passando minhas mãos sobre os espinhos que amoleciam à medida que iam sendo tocados por minha pele. Foi então que flores começaram a brotar das pontas dos espinhos que haviam sido tocados por mim, flores de todas as cores e formas, mas, nenhuma me parecia familiar, somente sua beleza enchia meus olhos, e então, resolvi tocar o máximo de espinhos possíveis para que mais flores brotassem das pontas dos espinhos que protegiam e cercavam aquele jardim maravilhoso!

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