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YAMÊ ARAM

terça-feira, 15 de abril de 2014

A PORQUINHA TOLINHA II

           Depois de ouvir a sentença dada por meu avô amoroso, decidindo o destinho daquele porquinho minusculo, eu fiquei muito triste em matá-lo. Peguei aquele bichinho nas mãos, e fui pra trás da casa, pensando em como eu mataria aquele animalzinho, se seria na cacetada... Ou jogaria no fogo do fogão... Seria bom apertar seu pescoço até sua morte por asfixia... Ou então, eu poderia deixá-lo no meio do mato pra morrer de fome, ou quem sabe, ser comido por um gavião!

           Tudo me parecia a mesma coisa, uma tremenda covardia com aquele porquinho lindo, todo malhadinho, seu pêlo era dourado com pintas pretas," nossa, como era pequeno aquele bichinho!".

         "Eu não vou matar você!", pensei eu comigo mesma, vou cuidar de você, mas você tem que parar de ficar gritando "CUÍ! CUÍ! CUÍ!, se não, eu não tenho como te esconder. Imediatamente, ele parou de gritar! Olhei pra ele assustada, "Você me entendeu!", disse-lhe sorrindo, e ao mesmo tempo feliz, pois eu estava vendo que poderia criá-lo, até que ficasse grande e pudesse se cuidar sozinho.

         Levantei ele, acima da minha cabeça, e percebi que era uma porquinha, "Você é menina, tadinha! Vou te chamar de Tolinha! E assim, eu a nomeei, Tolinha, e levei para dentro do meu quarto, lá havia um chapéu vermelho, de couro legítimo, que tinha ganhado de um fazendeiro que conheci na exposição de gado, num arás chamado Fazendinha, em Parintins.

         Peguei o chapéu vermelho, e coloquei a Tolinha dentro dele, e pus debaixo da minha cama, escondido de todo mundo, pra ninguém contar pro meu avô que eu não tinha matado a Tolinha, e ele além de me dá uma surra, ainda iria matá-la da forma mais cruel possível, só de raiva, apedrando-a no ar, com certeza era assim que ele faria.

         Eu o conhecia muito bem, pra saber que sua raiva era demoníaca, e não perdoaria minha desobediência. Uma ordem dada, deveria ser cumprida instantaneamente. Mas, eu sempre fui teimosa demais, e nunca gostei de ser mandada. Sempre tive pavor à ordem, e tinha decidido manter a Tolinha à salvo, e iria cuidar, alimentá-la, dá banho, mas isso, no momento, era impossível pois todos veriam que Tolinha estava viva.

         Contei pra Tia Raimundinha que não tinha matado a Tolinha, ela era amorosa e gostava de animal, e me ajudaria com certeza a mantê-la viva e também guardaria segredo sobre tudo. Tia Raimundinha pediu para vê-la, e quando viu aquela porquinha do tamanho de um dedo anelar de um adulto, espantou-se com o tamanho da Tolinha.

          Ela disse-me: -Nossa curumim, como ela é pequena, será que vai viver? -Eu imediatamente disse que viveria sim, eu ia fazê-la viver. Tia Raimundinha resmungou baixinho, pois tinha gente tentando escutar o que conversávamos desde de cedo e ainda mais sussurrando.

          Eles eram muito curiosos, e gostavam de saber de tudo da minha vida, principalmente, por que eu era muito estranha, e gostava de falar e conversar com pessoas mais velhas, pra saber das coisas ocultas da feitiçaria e espíritos. -Vou fazer um pico de mamadeira pra ela! Tem que ser bem pequeno pra entrar na boca dela! De manhã você pega leite na leiteira no curral, assim, seu avô não vai vê nada. Até ela crescer mais, e a gente poder contar que ela sobreviveu. -Eu fiquei tão feliz com as palavras de Tia Raimundinha, ela não era de falar muito, mas comigo, sempre conversou por horas a fio.

          Tia Raimundinha fez um bico de mamadeira bem pequeno, com um pedaço de câmara de bicicleta que estava jogado no quintal, tão pequeno que só servia em um vidrinho de elixir paregórico, do qual joguei fora todo o remédio, sem minha mãe saber, se não, era outra surra, mas, não tinha outra forma, tudo era válido para que a Tolinha vivesse, e não deixaria de fazer tudo para que isso acontecesse.

          Eu estava certa que a Tolinha seria salva de verdade. O bico feito pela Tia Raimundinha, serviu direitinho na boca da Tolinha, ela mamava quatro vidrinho de elixir paregórico, cheios de leite, e depois dormia no chapéu vermelho sem fazer nenhum CUÍ! CUÍ! CUÍ!

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