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YAMÊ ARAM

terça-feira, 29 de abril de 2014

A ARUANÃ DE FOGO

Um dia Dona Binhí a Grande Feiticeira me contou um segredo, o segredo das duas aruanãs, a Aruanã de Prata e a Aruanã de Fogo. Hoje irei contar pra vocês, sobre a Aruanã de Fogo, um peixe magnifico, de uma beleza aterrorizante, mas sua verdadeira beleza encontra-se escondida dentro das mentes feiticeiras dos mais antigos da selva.

Dona Binhí disse-me que o que ela iria contar-me, deveria ser muito bem observado por mim, e que também, haveria um sacrifício de minha parte para que ela me contasse tudo o que sabia. Eu imediatamente disse-lhe que faria qualquer coisa para ouvi-la contar-me tudo o que guardava sua tão poderosa e misteriosa mente.

Ela então disse-me: -Tu curumim, terá que pescar uma Aruanã de Fogo primeiro, pra depois tu voltar aqui, e eu te contar o segredo desse peixe. Mas não pensa tu, que vai ser fácil, pois até onde eu sei, ninguém aqui nesse interior já pescou uma Aruanâ de Fogo.

Depois que tu pescar uma Aruanã de Fogo, tu traz a cabeça dela pra eu vê, então, eu te contarei o segredo dela. -Tudo bem Dona Binhí, não vejo a hora de voltar aqui e trazer a cabeça da Aruanã de Fogo pra senhora. Mas, será que vou conseguir, Dona Binhí?

-Bom...vai depender do sentimento do teu coração e tua coragem, se você tiver!

-E como devo fazer pra pescar uma Aruanã de Fogo?

-Tu vai ter que ir na beirada do rio numa noite sem lua, e chamar a Aruanã de Fogo pra cair no teu anzol, mas esse peixe não é tão fácil de invocar, e ele pode também nem ouvir teu chamado, e depois que tu chamá-lo três vezes, ai sim, tu joga teu anzol.

-E como devo chamá-lo?

 -Chame-o assim "Aruanã! Aruanã! Aruanã de Fogo, vem aqui e cai no meu anzol, pra tua história a Dona Binhí me contar!".

 -Só isso, Dona Binhí?

-Tu acha pouco, curumim?

-Não me parece muito difícil, Dona Binhí!

-Então vai pescar curumim, e me traz a cabeça de uma Aruanã de Fogo!

-Quando voltei pra casa, comecei a esperar uma noite sem lua pra eu poder ir na beirada do rio chamar a Aruanâ de Fogo, e tentar fisga-la no meu anzol. Finalmente uma noite sem lua chegou. Perguntei ao meu avô, se ele me emprestaria o caniço dele para eu pescar. Meu avô de cara já me alertou: -Se você perder meu anzol, tu vai levar uma surra!

-Eu não vou perder seu anzol, só quero pescar.

-Mas tu tem medo de tudo, curumim medroso demais, como tu quer pescar no escuro? Vai com ele Renoca, assim ele não morre de medo!

-Meu irmão, o Renoca, logo ficou com o peito todo estufado, se achando o Bambambam da situação. Renoca pegou o caniço dele, pois ele tinha o seu próprio, eu era a única que não tinha nada com meu avô, cortamos as iscas, um jaraqui que minha vó me deu para fazer de isca, e fomos pra beirada do rio, numa escuridão medonha, que mal dava pra gente vê a água.

Colocamos a isca no anzol, e eu fui até a beirada do rio, acoquei-me perto d'água, e chamei a Aruanã de Fogo como Dona Binhí havia me ensinado, joguei meu anzol n'água, e de repente algo roubou minha isca, quando puxei o caniço, somente o anzol limpo veio.

-Nossa Renoca, já roubaram minha isca!

-Cuidado pra tu não perder o anzol do papai, se não tu vai levar uma surra dele.

-Coloquei outra isca novamente no anzol, e joguei novamente o anzol n'água. Mas uma vez, algo começou a beliscar a isca no meu anzol, puxei o caniço com toda força, e algo grandioso engatou no meu anzol, fazendo uma barulheira n'água, e um grande rebuliço de água e espuma.

-Mano, corre, isso não é peixe, é um bicho, pode ser um jacaré! -Disse o corajoso Renoca.

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