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YAMÊ ARAM

sexta-feira, 28 de março de 2014

OS QUATRO BRUXOS XII

Foquei meus ouvidos no canto triste dos pássaros que haviam retornado para as árvores onde estavam dormindo antes de serem assustados e espantados pelo grito e choro dos espíritos aprisionados e da menininha de um ano e meio que já estava livre. Eles cantavam como se soubessem o que sentiam os espíritos aprisionados e menininha de um ano e meio, pareciam reproduzir em canto o que eles produziam em grito e choro. Eles estavam totalmente conectados com os espíritos. Seu canto era o canto dos espíritos. A tristeza dos espíritos era a sua tristeza expressa em som. Cada tipo de pássaro emitia seu próprio canto, e cada canto deles parecia uma última tentativa de tentar alcançar meu espírito e coração, então, fui até os pássaros das árvores que tentaram voar quando me viram aproximar deles: -Esperem! Não voem! Não tenho muito tempo! Eles então ficaram no mesmo lugar onde haviam pousado. Cada um silenciou seu canto quando me aproximei. Cheguei bem perto deles, passando perto e vendo cada um dentro de seus olhos, que neste momento não fitavam outra coisa há não ser eu. -Não chorem nem cantem com tristeza, não lamentem, não estou sofrendo, e também não existe mais morte para mim. Tudo que estou fazendo, é o que deve ser feito, só que ninguém se dispôs a isto. Seu silêncio me ajudará muito mais do seu canto. Não se deixem envolver pela dor deles, eles nem mesmo sabem o que estão fazendo, se forem chorar, chorem pelos que estão me atacando, estes sim precisam de lamento, pois são brutos e ignorantes. Eu sei o que estou fazendo, mas, se querem me ajudar cantem o mais belo som que vocês possuem, aquele canto que nem mesmo o mais belo sol já ouviu de vossas vozes, assim irei em paz cumprir meu destino. Gostaria muito que uma música de alegria e júbilo fosse entoada neste momento, se puderem fazer isso por mim, ficarei muito grata a todos vocês. Um dos pássaros voou e pousou em minha mãos direita e disse-me: -Assim seja, Yamê Aram! E voou novamente para o galho da árvore onde estava o seu bando. Eu então voltei para meu corpo que esperava ansioso as flechas de prata com pontas negras e as bolas de fogo o consumirem, foi então que meus ouvidos espirituais foram alcançados por uma sinfonia feita por todos os pássaros de todas as espécies, era uma canção de paz e alegria, cheia de graça e amor, repleta de compaixão e misericórdia, que fez com que lágrimas de alegria e gratidão escorressem de meus olhos caindo sobre a ponte frágil e sobre aquelas águas cobertas por uma névoa de violência fazendo um barulho sutil como de um guizo ressoando muito distante deste mundo e daquele momento. Os pássaros então voaram de seus lugares e fizeram uma nuvem sobre minha cabeça um pouco abaixo das nuvens, mas eu podia ouvir sua linda sinfonia. Foi então que uma das flechas atravessou meu coração, entrando pelo peito esquerdo e saindo no meio de minha omoplata esquerda, fazendo com que meu corpo inclinasse-se para trás, mas os pássaros aumentaram sobre maneira sua linda sinfonia fazendo-me voltar à posição anterior. Outra fecha penetrou meu peito direito e também saiu no meio de minha omoplata direita. Uma terceira flecha atravessou o meio do meu tórax quebrando duas vértebras da minha coluna quando saiu através do meu corpo. A quarta flecha atingiu-me no meio da testa saindo na parte de trás da minha cabeça. A quinta flecha atingiu meu ouvido esquerdo saindo pelo direto. A sexta flecha entrou pelo meu umbigo e também saiu na parte de trás do meu corpo. Então, várias flechas atravessaram meu corpo em todos os lugares, eu podia sentir suas pontas rasgando minha carne e quebrando os meus ossos. Podia sentir minha pele ser violada a cada flechas de prata com pontas negras que penetravam cada parte de meu corpo imóvel, somente lutando para ficar na mesma posição sem tombar para nenhum lado, enquanto a linda sinfonia dos pássaros ressoava em meus ouvidos acalantando-me naquele momento e fazendo-me flutuar em sua música sem dor ou sofrimento algum.

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