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YAMÊ ARAM

quarta-feira, 26 de março de 2014

OS QUATRO BRUXOS XI

Eu sabia que eles não me entenderiam, e muito menos iriam compreender minha decisão, mas, nesses assuntos espirituais tenho minha própria forma de agir, e não sou daquelas que se deixam influenciar por ninguém, principalmente quando minha intuição me indica um caminho a tomar, não importa se é o oposto de todos os caminhos, eu sempre seguirei meu coração, sempre fui assim, livre, indomável, dona de meu próprio destino, não carrego culpa por nenhuma decisão, simplesmente ajo como me indica minha própria consciência, e eu sabia que deveria ficar ali ajoelhada sobre aquela ponte de madeira, não importava se meu corpo iria ser dilacerado pelo fogo ou transpassado pelas flechas, se meu sangue iria jorrar como cachoeira pintando a ponte de um vermelho carmesim ou tingir aquelas águas da lagoa e misturar-se a ela como açúcar posto para adoçar um café, nada disso me incomodava, nem iria me fazer desistir daquilo que estava dentro do meu espírito, pois a paz me dava tranquilidade e confirmava minha atitude, eu tinha plena certeza que era exatamente essa minha caminhada, o contrário de todos, meus sonhos e minhas convicções pegavam-me pelas mãos e seriam minha companhia, já tinha experimentado muitos momentos decisivos em minha vida, e naquele momento muitas coisas passavam pela minha mente, mas sem perturbar minha paz interior, nada podia atormentar-me naquela posição que escolhi para ficar, nem mesmo o perigo que aproximava-se com tanta violência, eu podia sentir o desespero da menininha de um ano e meio, dos sete espíritos aprisionados e da Cecília, seus medos exalavam em minha narina, até mesmo a saliva ácida de suas bocas também se produziam na minha, e a brisa suave retirava tudo quase que instantaneamente de meu corpo envolvendo-me cada vez mais com aquela paz divina que estava passando pelo meu corpo e espírito, meu coração também batia calmo e sereno, sem pressa ou aflição alguma, algumas lágrimas começaram a escorrer de meus olhos, não por mim, mas pelos espíritos que não estavam tendo compreensão de tudo aquilo que estava preste a fazer e o que significava minha decisão e atitude diante de toda aquela batalha sangrenta, agora eu entendia muito bem o havia me dito a menininha de uma ano e meio, quando pediu-me que não a deixasse vê nem sequer uma luz ou sombra daquela luta monstruosa, queria eu poupar-lhes de vê o iria acontecer comigo, mas, não poderia mais fazer nada quanto a isso, tudo o que podia ter feito eu já havia feito, e o que estava faltando eu iria consumá-lo no exato momento que as flechas de prata com pontas negras e as bolas de fogo tocassem meu corpo, esse momento me fazia desejá-lo com muita sede e amor, era muito diferente todos os perigos estarem me rondando e eu contemplando tudo com muita misericórdia e compaixão, até mesmo pelos que estavam querendo matar-me, os quais eu não conhecia, e tinha muita vontade de saber quem eram, e entender seus motivos para tanta violência habitar seus corações, na verdade tinha algo falando em meu espírito que iria conhecê-los ali ajoelhada sobre a ponte de madeira e totalmente a mercê de seus poderes e maldade, havia algum segredo escondido em seus corações que eu deveria conhecer, e segredos também no meu, que talvez eu nunca tinha conhecido, mas agora, era a hora que eu mesma iria descortinar meu coração e desvendar meu espírito, num momento sublime e muito poderoso, foi então que ouvi os pássaros que haviam voado espantados e fazendo grande barulho, retornarem para as árvores onde estavam dormindo e começarem a cantar seus cantos com muita tristeza, parecendo que estavam lamentando e chorando, só que havia uma gratidão em seus cantos triste, que penetrava minha mente confortando-me mais ainda naquele momento em que eu estava preste a descobrir o porque de minha intuição está mandando render-me aos ataques dos meus inimigos que espreitavam às ocultas no meio das águas daquela lagoa que movimentavam-se lentamente com a brisa que tocava meu rosto naquele momento.

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