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YAMÊ ARAM

sexta-feira, 7 de março de 2014

A VOVÓ DO ACABA MUNDO

Na Vila do Acaba Mundo, vivia uma linda velhinha, que ficava sempre sentadinha em sua cadeira de balanço vendo todo mundo que passava. Seus olhos cansados e torturados pelo tempo, denunciavam todo o sofrimento que havia passado, mas, ao mesmo tempo espelhavam toda sabedoria contida em seu espírito antigo. Ela era, é e sempre será a Vovó do Acaba Mundo, a mulher mais antiga e mais sábia de todas.

Vovó era linda, sempre sorria quando cumprimentada por alguém. Ela ficava vigiando a porta de sua casa, e o beco que passava enfrente de sua vista. Usava sempre um lenço em sua cabeça, para proteger do frio, e ao mesmo tempo, esconder seu conhecimento que excedia qualquer mente da Vila. Imaginar que aquela figura tão doce e meiga, e ao mesmo tempo frágil fosse o espírito mais poderoso que meus humildes olhos já contemplaram, me instigava a sempre pedir-lhe sua benção quando eu passava por sua porta indo tomar banho no poção.

Ela tava sempre ali, não havia nenhum dia que se passasse por lá que não a víssemos sentadinha em sua cadeira que ficava sempre na sua porta de frente para o beco e o córrego que passa ao lado do beco. Suas pernas sempre cobertas com uma manta, indicava quanto frio a linda Vovó sentia devido a sua idade avançada, e pra quem ficou curioso, ela tinha mais de cem anos, agora deu pra começar entender o porquê da minha admiração pela linda Vovó da vila.

Suas mãos trêmulas estavam sempre prontas para abençoar qualquer um que lhe pedisse a benção, era só ela ouvir "Benção Vovó", que imediatamente já começava a estender sua mão direita totalmente tremendo e sem direção, então pegávamos sua mão para ajudá-la a transferir sua divina e antiga benção. Sua voz também já sofria com a velhice que havia caído sobre seu corpo, pequeno e debilitado, mas, sua alegria de passar sua poderosa benção era de encantar qualquer espírito atormentado.

Vovó trazia paz e tranquilidade a todos da Vila que a conheciam e respeitavam, era difícil quem não gostasse da linda velhinha que sentava sempre na mesma cadeira. Seu trono era aquela cadeira que ficava sempre na sua porta, geralmente não se gosta que se sente na porta de casa, dá asar segundo os antigos, mas, pra um espírito como a Vovó do Acaba Mundo, qualquer lugar poderia seu trono ser colocado, e todos respeitando sua idade e cabelos brancos devem desviar seu caminho e reverência-la, e quando há humildade no coração, sua benção é bom tomar, nunca se sabe quando iremos precisar de uma velhinha que tudo vê e a todos pode abençoar, e não se deixe enganar com sua fraqueza aparente, aquilo é tudo máscara, sua capa de proteção, no caso da Vovó do Acaba Mundo, seu lenço enrolado em sua cabeça.

Quando a via sentadinha com suas pernas cobertas por sua manta, meu coração não se continha dentro do meu peito, e eu imediatamente soltava as palavras mágicas para que a mão direita da Vovó do Acaba Mundo estendesse-se em minha direção, e com muita reverência eu pegava-lhe a mão e colocava em minha testa, pois sabia que aquela benção era divina, e logo logo já não estaria entre nós, então, eu queria desfrutar o máximo daquela linda velhinha sentada em seu trono simples e eterno. Nunca cantei pra Vovó do Acaba Mundo, mas, hoje essas minhas palavras emitem o som da minha mais linda canção, a canção das palavras, a dança das sons, o enigma das letras contando o mistério da Vovó do Acaba Mundo.

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