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YAMÊ ARAM

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

OS QUATRO BRUXOS II

        Fiquei olhando pra aquele número estampado na frente da casa, era uma casa branca de dois andares, linda, toda espelhada com uma vidraria azul, realmente imponente, uma mansão, mas com um silencio enorme à sua volta.

         Caminhei na rua, atravessei pro lado onde ficava a casa, André e Marta ficaram esperando-me na esquina da rua, eles já estavam perto demais dos bruxos que os haviam aprisionados.

         Chegando no portão da casa, toquei a campainha, no mesmo momento fui tragada por uma força terrível que me arrastou para trás, formando um grande e forte redemoinho que sugou-me sem me dá oportunidade de reagir.

         Depois que fui sugada, vi que tinha sido transportada para o meio da ilha onde estavam aprisionados os espíritos. Fiquei muito assustada com aquilo, não era algo comum, nada se igualava à aquela magia que cercava a ilha.

         Voltei novamente questionando-me sobre o poder daquela prisão, flutuei por cima d'água pra chegar na beirada da lagoa e caminhar fazendo o mesmo trajeto até a porta da casa 780. Toquei a campainha, e mais uma vez fui transportada pro meio da ilha, não consegui perceber como aquilo acontecia sem deixar rastro de energia alguma pra eu seguir e compreender como desfazer aquela magia, e não era uma magia comum, não agredia nem machucava, somente trazia-me de volta ao lugar da prisão dos espíritos.

        Esse tipo de magia, é defensiva, sendo inútil atacá-la. Isso não surte efeito nenhum, somente desgasta a energia espiritual de quem tenta passar por ela. É como um portal invertido, na realidade, é um portal invertido, só que com uma entrada ligada a outra, bloqueando assim, a verdadeira entrada, que é de onde vem a energia que o mantém selado.

        Isso é magia muito antiga, daquelas que não se aprende ouvindo de humanos, mas, nadando no mar da sabedoria das sombras.

        Sentei no meio da ilha, fiquei pensando e admirando aquele bloqueio, realmente muito bem feito e muito poderoso, não era obra de um espírito jovem, e sim antigo, muito antigo, para que tivesse feito aquela prisão. Fiquei sentada no meio da ilha por alguns momentos, até que um dos espíritos aproximou-se de mim e disse:

        -Não achou que seria fácil, Yamê? -Perguntou-me ficando em pé do meu lado direito, era um jovem de uns vinte e sete anos chamado Francisco, um rapaz lindo, com uma expressão pesada e olhos sempre como se estivesse com sono, tinha uma voz suave e grave, parecia sofrido aquele espírito.

        Francisco ficou em silencio por alguns segundos, e eu lhe respondi:

        -Nada é fácil, Francisco, quando se trata do mundo da magia, nunca subestimo meus adversários, é declarar-se perdedor, não há ganhadores indoutos nesta guerra, se fosse assim, eu não estaria aqui sentada admirando a astúcia desses bruxos que aprisionaram vocês. -Respondi-lhe pensativa.

        Ele olhou-me com ternura.

        -Você realmente é como me falaram, Yamê. -Eu fiquei extremamente curiosa com aquela afirmação de Francisco, e questionei-lhe:

        -Onde você ouviu falar de mim? -Perguntei muito curiosa.

        -Em algum lugar, Yamê Aram! -Aquelas palavras de francisco diziam mais do quê tudo que eu já tinha ouvido.

         Ele parecia ter muita sabedoria e conhecimento, não era um simples jovem, seu olhar escondia muita coisa que seus companheiros de prisão não faziam  ideia.

         Eu sabia que de alguma forma, ele sabia como me ajudar a libertá-los. Sua visita naquele momento, não era atoa. Mas, ele não me diria com claras palavras, eu precisaria saber o que perguntar e como. Olhei em seus olhos e perguntei-lhe fitando meus olhos dentro dos seus.

         -Sua sabedoria está limitada a essa prisão, Francisco? -Ele riu-se de mim e disse com um largo sorriso:

         -Você quer ouvir sons? -Disse-me flutuando sobre aquela ilha.

         Alegrei-me e muito naquele momento, havia acertado com a pergunta e alguma resposta interessante eu obteria de Francisco, que agora flutuava sobre a mata da ilha.

         Flutuei também até ele, e ficamos olhando tudo em volta da ilha, realmente era uma linda lagoa!

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