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YAMÊ ARAM

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

OS QUATRO BRUXOS V

        Com aquele abraço gostoso que as menininhas me deram, senti tanta paz e amor, mas com uma simplicidade e suavidade que nunca tinha visto, era como se Elas pudessem tocar-me no mais profundo do meu espírito.

         As duas ficaram agarradinhas no meu pescoço durante um tempão. Eu sentia sua respiração quente em meus ombros, e seus bracinhos enrolados em meu pescoço apertavam-me fortemente.

         A de dois anos estava no meu braço direito e a de um ano e meio estava no braço esquerdo, mas, as duas estavam com seus dois bracinhos atracados em mim.

         Aquilo foi a coisa mais linda que já vivi e senti, parecia que Elas eram parte de mim, de tão amáveis que eram comigo. A menininha de dois anos olhou em meus olhos e disse tocando suavemente em meu rosto com sua mãozinha direita:

         -Fiquei com medo que você não voltasse, Yamê. Achei que você tinha ido embora e nos deixado aqui. Nós gostamos muito de você. Só você pode nos libertar. Temos que sair daqui o mais breve possível, já tem muito tempo que estamos aprisionados, e nossa hora está chegando, e se continuarmos aqui, não poderemos fazer o que viemos fazer. Mas, eu estou tão feliz que você tenha voltado!  -Meus olhos encheram-se de lágrimas naquele momento, e fiquei olhando dentro de seus olhos, enquanto Ela falava comigo, com sua voz infantil e suave como a brisa.

          Ela era linda. Tinha os cabelos ralos e com as pontas levemente onduladas, seu sorriso era tímido, mas muito doce. Seus lábios eram finos e vermelhinhos, já seus olhinhos eram castanhos-claros e brilhavam como se fossem de diamante. Ela era uma criança de tamanho grande para sua idade. Não era uma criança comum. Alguma coisa muito poderosa havia dentro daquele espírito que estava em meus braços. Ela não parava de tocar meu rosto e seus olhinhos não se retiravam do meu, parecia que estávamos ligadas e não podíamos descruzar nossos olhares. Aquilo era hipnotizante. Alguma coisa estava sendo passada através de seus olhos lindos e meigos para mim.

           Percebi que Ela, comunicava-se com os olhos. Fixei sem medo os meus olhos no dela, foi quando vi algo impressionante, aquela criança trazia dentro de si algo grandioso e maravilhoso.

           Quando fixei meus olhos ainda mais nos seus, seu olhar infantil sumiu, e um olhar muito forte e poderoso revelou-se através daqueles olhinhos infantis e meigos. Um olhar muito profundo. Parecia que era infindável sua profundidade, nem de longe lembrava aquele olhar doce e meigo de antes, agora, era um olhar poderoso, mas muito amável.

            Havia uma ternura sublime naquele olhar, uma forma diferente de olhar as coisas. Não consegui achar ódio naquele espírito. Vasculhei todo o seu ser e não vi mácula alguma. Ela me permitiu através de seu olhar, que eu navegasse dentro de seu espírito, foi uma sensação incrivelmente divina. Nunca tinha experimentado tal oportunidade, era realmente magnifico aquilo que eu estava vivendo com aquela menininha em meus braços.

             Seu espírito era grandioso demais para minha pequena curiosidade, e possuía muito amor, tanto, como nunca vi antes, nem mesmo nos anjos ou espíritos que eu já conheci ou tive contato, Ela era diferente de tudo que meus olhos haviam contemplado.

             Depois de navegar por toda a grandiosidade daquele espírito, pude perceber que era um espírito feito de amor puro, sem mácula, sem nenhuma mancha ou qualquer coisa que fosse o oposto de amor. Sua essência não só era divina, como também de amor, mas um amor tão puro, que eu comecei a chorar compulsivamente sem parar.

             Ela simplesmente passava suas mãozinhas em meu rosto enxugando minhas lágrimas, e continuava olhando dentro de meus olhos com aquele olhar profundo e poderoso. Aquele espírito que estava em meus braços olhando-me, não lutava, não brigava, muito menos matava, não era da sua essência esse tipo de coisa. Vi que teria que protegê-la, pois se não, seria morta com certeza por algum espírito que quisesse impedi-la de fazer o que lhe foi determinado e cumprir sua missão.

             Ela trazia dentro de si, o amor, mas, o amor mais puro e divino que pode existir, tanto amor havia dentro daquele espírito, que só de olharmos para seus olhos, nosso espírito ficava contristado, pois Ela era puro amor, enquanto que eu não, o meu estava maculado e tomado de fúria contra os Quatro Bruxos.

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