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YAMÊ ARAM

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

OS QUATRO BRUXOS III

              Francisco e eu flutuamos sobre aquela linda ilha, realmente maravilhosa, mas também uma prisão eterna, não era fácil quebrar aquela magia antiga sem um conhecimento mais antigo ainda, e eu não conseguia pensar em nada que pudesse ser feito para ajudar aqueles espíritos aprisionados.

              Mas, alguma coisa dentro de meu espírito sabia que Francisco não era um simples espírito, a malícia e a segurança de seu olhar enigmático me davam uma certa paz.

          Francisco girou no ar acima de mim e subiu ainda mais, quase chegando nas nuvens, e então ele parou, abriu seus braços à altura dos ombros e disse-me:

         -Tem ouvido afiado Yamê Aram? -Eu flutuei até ele e respondi-lhe com muita segurança:

         -Sim. Tenho. -E então sons estranhos começaram a soar de todas as partes, fazendo ondas de energia que passavam pelo espírito de Francisco e atravessavam meu corpo como se fosse milhares de espadas, causando-me dores intensas mais que não me machucavam mortalmente, e à cada espada de som, eu sentia sua dor individualmente.

          Fechei meus olhos enquanto era traspassada por todas aquelas espadas de sons. Minha mente parecia está toda embaralhada e não conseguia firma meus pensamentos. Não tive medo, embora a dor fosse imensa.

         No fundo de meus pensamentos a voz de francisco soava longe e muito fraca:

         -Não tenha medo, e isso será rápido. Aquente um pouco mais! -Eu tentava me apegar no dizia sua voz, mas, não conseguia fixar meus pensamento para presta atenção no que ele dizia.

         Não queria perder nada, queria aprender tudo o que ele dizia. Aquilo era fantástico. Estava doendo muito, mas, os pucos sons que eu conseguia decifrar já faziam-me esquecer aquela dor aguda dos sons que transpassavam-me como espadas afiadas de ambos os lados.

         A voz de Francisco também acalmava e consolava meu espírito. Muita gente pensa que quando estamos em espírito não sente-se nenhuma sensação, quem deras que fosse assim, a sensação se multiplica por milhares de vezes, é necessário se ter muita força e sabedoria para movimentar magias poderosas no mundo espiritual.

         Francisco havia sumido mo meio daqueles sons. Não conseguia mais percebê-lo nem ouvi-lo. Somente a dor aguda das espadas de sons, era que me faziam companhia. Um adormecimento tomou conta de meu espírito tirando-me de meus sentidos. Um silencio enorme tomou conta de tudo dentro de mim. Não havia som nem dor. Nada parecia está acontecendo naquele momento.

         Minha mente rodopiava naquele silencio que havia formado-se dentro de meu espírito. Então, a voz de Francisco acordou-me daquele silencio.

         -Acorde, menina, já está na ora de você entender o que ouviu. Não deixe esse silencio te anular, lembre-se da dor! -Então a última espada de som traspassou meu espírito como uma agulhada muito dolorida e muito profunda.

         Abri meus olhos e tudo estava deferente. A água envolta daquela lagoa estava viva e movia-se livremente. A mata que cobria aquele solo da ilha também estava viva, e seus ramos e galhos balavam falando coisas que somente elas mesmas entendiam.

         Eu podia ouvir tudo o que falavam e compreendia como se fosse um deles. Então, Francisco apareceu descendo do alto dos céus, todo vestido de dourado e azul. Sua aparência havia mudado e tornado-se reluzente como águas de um oceano muito azul. Seus olhos haviam tornado-se como de fogo, somente sua voz era a mesma, quase nem o reconheci.

         -É assim que sou de verdade. Mas, minha aparência na ilha é daquela forma mortal como você viu. Aqui é onde eu escondo-me dos quatros bruxos. Eles nunca viram nem ouviram o que eu mostrei a você. Essa é minha aparência divina. Mas, fica agora guardada em meus sons, que são o meu oceano oculto. Onde mantenho protegida minha sabedoria para não cair em mãos indignas. A dor que sentiste é a dor que sinto o tempo todo para que meu segredo permaneça intacto e inviolado. Selei minha sabedoria para ficasse protegida deles. Por isso, fico preso, pois não darei esse conhecimento a eles, e se o tivesse dado, já estaria livre, mas, a merce deles.

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