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YAMÊ ARAM

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

MUCAJÁ AMAZONENSE

Em Parintins, por volta dos meus três anos, morei num arás chamado Fazendinha. Era enorme, tinha um campo grandioso atrás da casa. Mas, meu lado preferido, era o da esquerda, onde ficava a casa da Saúde, não essa do SUS que só anda doente. Essa Saúde não tinha doença, pelo contrário, esbanjava alegria. Quando minha mãe saía pra trabalhar, eu corria atravessando o quintal da Fazendinha, passava entre o arame da cerca, e saía no campo, caminhava um pouquinho, e já tava na parte de trás da casa da Saúde, onde eu sempre aparecia. Saúde era uma mulher que falava alto, nada se contar pra ela podia, que todo mundo ouvia o que não se queria. Eu a adorava, com minha mãe ela já não batia. Normal das pessoas da vizinhança que cercava aquela fazendinha, cercada por árvores frutíferas. Mas, minha fruta predileta, era o Mucajá da Saúde que caia atrás de sua casa que um bar possuía. Mucajá é uma fruta que dá numa palmeira muito comum naquelas bandas. O mucajazeiro dá um coquinho, com casca dura, geralmente se conhece casca grossa, mas, a dele é dura. Seu cacho é enorme, e dá muito mucajá. Eu ajuntava um monte que a Saúde permitia, ela brigava com todo mundo, e escaciava seu manjá, somente eu, era que podia juntar de seu mucajazeiro, todo mucajá que carregar conseguia. Juntava sacolas e sacolas de mucajá. Depois quando chegava em casa, antes que minha viesse do trabalho e fora de casa me pegasse, era perigoso, eu não podia arriscar, escondia todos os mucajás pra minha mãe não desconfiar. A Saúde de mim se ria, quando correndo saía com as sacolas cheias de Mucajá, e ainda mentia, dizendo, que a Saúde é que veio me dá. Minha mãe acreditava, muito bem eu mentia. A Saúde de mim gostava, e minha verdade ela iria confirmar. O o mucajá é tão bom, que minha mãe também comia. A casca se quebra com dente, a carne do mucajá é macia, gostosa de mastigar, difícil é tirar do dente depois que ela na boca toda começa grudar, dificultando até falar. Mucajá gruda mesmo. Mas o sabor nos faz encarar. O mucajá, fica agarrado até no céu da boca, de quem come sem parar. E não dá pra pará mesmo, o mucajá vicia. O troço é bom demais, suco minha mãe também fazia. O bom, era sentir o cheiro quando a casca do mucajá se partia. Eu dava mucajá pra todo mundo que lá em casa ia, geralmente atrás do mucajá, que a Saúde me concedia juntar no seu mucajazeiro de uns doze metros de altura, era esse o tamanho da palmeira, que da tala da palha dele, papagaio eu também fazia. O mucajazeiro dá muitos cachos de mucajá, depois de tantos até enjoa, pois é muito forte o cheiro que solta a polpa dessa fruta grudenta, coquinho como serei logo logo corrigida. Pra mim, era fruta. Fruta era tudo que eu comia, quando andava no campo prendendo gado no interior, as melhores são as selvagens. Depois vou contar de mais outras. Mas, aquele mucajá estava no campo e na cidade, protegido pela Saúde que não deixava ninguém derrubar o seu mucajazeiro encantado que ainda deve dá muito mucajá. Ah, como eu queria, agora, comer um monte mucajá até minha boca grudar. Olhajá, aquelezinho! E ele não tem espinho, isso é tucumã, ou pupunha, olhainda! É assim que fala lá.

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