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YAMÊ ARAM

sábado, 4 de janeiro de 2014

OS TRÊS ORÁCULOS

Início de ano é época para reflexão. Natal, Revèillon, IPVA, IPTU materializam na vida da gente aquela encruzilhada em que nos detemos e pensamos: para onde vou? Aí entram nossas crenças para guiar nossas ações. E foi numa dessas coincidências de filme da Sessão da Tarde que meus passos foram conduzidos para três oráculos. Não um, não dois, mas três oportunidades de obter orientação para saber que estrada seguir. Pois bem, minha primeira chance de definir meu 2014, de fazer a escolha certa, de abrir meus caminhos se deu num hipermercado. Estava na fila para pagar a compra quando me deparei com um cartaz de propaganda de um sabonete. Sim, o sabonete Lifebuoy é a solução para todos os problemas da humanidade. Combate desde espinha no rosto até infecções generalizadas, passando pelas mais terríveis e abomináveis bactérias e vírus. Lifebuoy é tudo de que preciso. Comprei. Mas foi no Rio de Janeiro, sob um sol escaldante e sensação térmica de 50 graus que tive uma visão maravilhosa. E me senti uma tola, uma herege ao cair na sedução fácil e materialista do Lifebuoy. A princípio pensei ser uma alucinação, uma miragem causada pelo forte calor. Mas não, estava ali, no calçadão da Cinelândia, um rival à altura para o sabonete Lifebuoy. Um cartaz da Igreja Universal prometia fazer tudo o que o sabonete faz e muito mais. Seria o fim dos meus problemas financeiros, das minhas angústias, da miséria, das brigas e da depressão. E até problemas que eu nem sabia que tinha seriam resolvidos, como “ouvir vozes”. Sempre pensei que isso fosse uma bênção mas parece que não. Ouvir é um mal. A igreja também atua na área dos oftalmologistas – “acaba com a visão de vultos” – e vai economizar meu terapeuta: “acaba com a depressão, a tristeza e a angústia”. Até o Ministério do Trabalho devia entrar para a tal igreja, que também combate o desemprego. Estava decidido: iria me alistar, aderir, curtir, sei lá como se diz à Igreja Universal da Cinelândia. Mas foi aí que a libélula entrou na minha vida. Na verdade, entrou no meu quarto e pousou sobre a toalha úmida que eu acabara de deixar sobre a cama. Meu primeiro impulso foi expulsar o inseto dali. Mas fui antes ao Google: “o que significa libélula”. E a resposta me apareceu. Veio do Yahoo Respostas mas podia ter sido anunciada entre trombetas no alto do Monte das Oliveiras: “A libélula avisa que devemos procurar em nós mesmos os hábitos que precisamos mudar para alcançarmos a evolução”. Era ela. Veio até mim. Não estava numa prateleira do supermercado nem entre bares, ambulantes e michês da Cinelândia. Ela veio até mim. Saiu de onde vivem as libélulas. Cruzou sabe-se lá quantos caminhos, exauriu as forças das suas asinhas transparentes para me dizer que eu deveria mudar para evoluir. É ela que eu tenho de ouvir. Agora tenho de pagar IPTU e IPVA.

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