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YAMÊ ARAM

sábado, 28 de dezembro de 2013

DONA BINHÍ A GRANDE FEITICEIRA XVIII

     Aquilo era esplendido. Magnifico. Divino. Estava diante do grande poder escondido dentro daquela mata infindável. Minha família por ser evangélica não conseguia perceber a beleza daquele momento. Mas, eu sabia que aquilo era lindo. Estava agradecida por conhecer Dona Binhí. O medo dentro de mim se misturava com a curiosidade e a felicidade dada por aquela visão tão sublime e poderosa naquela manifestação do poder de Dona Binhí, que parecia vir totalmente da mata amazônica.

      Segredos que não foram e nem são conhecidos por homens comuns da cidade grande. Os caboclos são como os índios, conhecedores dos segredos e poderes da selva. Eles dominam encantamentos e a verdadeira feitiçaria. São capazes de corta o céu e também o inferno ao meio.

      Dona Binhí era temida por ser capaz de sair de seu corpo e transforma-se em um espírito que provoca um terror mortal só com seu canto. Ela conseguia invocar espíritos que nem a umbanda e o candomblé conhecem. Seu rosto já dizia isso. Ela tinha um olhar profundo e sombrio. Parecia sempre está escondendo alguma coisa em seu coração. Era enigmática. Mas, ao mesmo tempo muito bondosa.

      Nunca havia conhecido ninguém que prendesse tanto minha atenção. Quase não saía de perto dela, e quando saía, perguntava à minha mãe o que ela tinha dito durante minha ausência. Minha mãe sempre me xingava por minha curiosidade, mas, acabava me contando tudo.

      Eu percebi que Dona Binhí só falava de seu conhecimento espiritual quando eu estava por perto. Isso me intrigava, e ao mesmo tempo me deixava ainda mais curiosa. Repentinamente minha atenção voltou-se novamente para as fumaças que saíam das bocas abertas das duas cobras grandes. A forma de duas mulheres formou-se no meio das duas fumaças. Não era uma visão definida, mas, dava pra eu vê que haviam duas mulheres dentro daquelas fumaças.

      Elas apareciam e sumiam rapidamente no meio das fumaças. Não dava pra eu vê direitos seus rostos. Tudo parecia meio embaçado como uma nevoa. Dois círculos de vento tempestuoso formou-se ao redor das duas cobras grandes, que agora era somente o coro vazio murchado sobre o chão. Os círculos atingiam a beirada do rio e iam até dentro d'água circulando todas as partes que estavam fora d'água, dos corpos das duas cobras grandes. 

      Dona Binhí soltou um gemido, e imediatamente eu virei-me para olhar o que era aquele gemido que parecia ser de dor. Ela continuava pálida e com os lábios roxos. A quantidade de suor produzido por seu corpo aumentou sobre maneira. O silencio que estava em volta da casa, foi quebrado por um relâmpago que chegou a nos deixar cegos por alguns segundos de tão intenso que foi. Meu irmão gritou apavorado. Meu avô chegou a cair da cadeira onde estava sentado. Minha vó levantou-se e pediu misericórdia de Deus. Até mesmo o esposo de Dona Binhí tomou um grande susto quase caindo para trás apoiando-se na parede de barro atrás de suas costas.

      Após o relâmpago veio um trovão que até as panelas da cozinha caíram no chão fazendo um enorme barulho amedrontador.

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