BOAS VINDAS!

Obrigada por visitar meu blog! Espero que tenha gostado! Dúvidas e comentários serão respondidos com atenção. Para ler todos os posts de uma história, é só clicar nos marcadores!



YAMÊ ARAM

sábado, 21 de dezembro de 2013

DONA BINHÍ A GRANDE FEITICEIRA XVII

As duas bolas dentro das duas cobras grande chegaram perto da bola. Era como se elas estivessem vomitando algo. Assustei-me muito com o tamanho delas. Quando a bola chegou na boca das cobras, elas abriram tanto que dava para passar um touro com cifres enormes. Uma espécie de fumaça começou a sair da boca das duas cobras. Era uma fumaça esbranquiçada. Parecia se mover dentro das bocas abertas das cobras.

Fiquei tão apavorada que meu lençol ensopou de tanto suor. Mas, meus olhos estavam fixos naquela cena que estava ocorrendo no caminho do porto daquela casa de palha e barro. Foi quando virei-me para vê o que Dona Binhí estava fazendo.

 Dona Binhí estava parada atrás da Solange. Sua cabeça estava abaixada, como se estivesse num transe. Seus cabelos negros e lisos, estava todo na frente de seu rosto. Sua aparência era de palidez. Seu corpo estava todo ensopado de suor. De seu nariz caiam gotas de suor dentro da panela de barro onde havia sido feito a fumaça no início do trabalho de Dona Binhí.

Sua cor avermelhada de sol deu lugar a uma cor branca. Seus lábios estavam totalmente roxo. Parecia que ela havia morrido. Minha vó, logo perguntou ao marido de Dona Binhí se estava tudo bem com ela. Acho que ela estava com muito medo. Dava pra vê em sua expressão o pavor que estava sentindo com tudo aquilo. E o que mais assustava era aquele silencio sepulcral no quintal da casa.

Nada parecia mover-se do lado de fora da casa. Os cachorros pareciam nem está ali de tanto silencio que faziam, nem mesmo os grilos estavam cantando naquele momento. Era como se nada existisse lá fora. Olhei novamente para o caminho do porto onde estavam paradas as duas cobras grande.

A fumaça ainda movia-se dentro de suas bocas. Reparei que a cor das fumaças eram diferentes. Da boca da cobra grande prata saía uma fumaça de cor negra. Lembrava um algodão, só que negro. A fumaça então saiu para fora de sua boca como se fosse sua língua bifurcada. Da boca da cobra grande negra saía uma fumaça de cor branca, que formou uma língua para fora de sua boca. O corpo das duas cobras grande murchou como se fosse uma capa. Elas não tinham ossos nem carne. Era somente uma capa de cobra grande. Fiquei mais assustada e curiosa ainda. Elas estavam vivas, e de repente murcharam como se fossem somente o coro retirado de seus corpos totalmente intacto. Somente suas bocas continuavam abertas e com as fumaças saindo de dentro delas.

Google+ Badge

Google+ Followers

VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

Seguidores

Follow by Email

Google+ Followers