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YAMÊ ARAM

terça-feira, 5 de novembro de 2013

DONA BINHÍ A GRANDE FEITICEIRA XV

      Eu estava completamente imóvel olhando o tamanho daquelas duas cobras que haviam subido até a metade do caminho do porto da casa de Dona Binhí. Elas eram realmente enormes. Maiores do quê qualquer cobra grande que já tinha visto. Era impressionante aquela visão que meus imaturos olhos estavam contemplando.

      A lua nova estava tão forte sobre aquele céu sem nuvens que parecia a claridade de um sol de meio dia. Dava pra se vê tudo debaixo daquela claridade de luar típico de uma região como aquela onde morava a Grande Feiticeira. O vento estava soprando tão forte em volta da casa, que o esposo de Dona Binhí exclamou: -Valei-me Santa Clara, acalmai esse vento!

      As palhas do telhado começaram a se desprender e voavam caindo a quase trezentos metro de distância da casa. Os cachorros nesse momento só uivavam com medo do que com certeza estavam vendo. Alguma coisa parecia ameaçá-los, pois eles corriam para debaixo do fogão de lenha chorando como se não fossem bravos.

      Os cachorros de Dona Binhí eram cachorros bravos. Ninguém subia o caminho do porto se alguém da casa não os mandasse calar. Eles mordiam e estraçalhavam qualquer coisa que tentasse chegar até a casa. Eram cachorros curados na Lua Nova. Geralmente no interior tudo é muito mágico, inclusive a forma de cuidar dos animais. Fiquei impressionada com o pavor que os cachorros estavam sentindo.

       Eu conseguia sentir exatamente o que os uivos estavam falando. Eles estavam aterrorizados. Todos os cachorros estavam debaixo do fogão a lenha que ficava debaixo do pé de limão-capeta. Foi quando algo tirou-me de dentro do corpo e levou-me até os cachorros, pude vê-los amontoados debaixo do fogão de barro. Eles tremiam e amontoavam-se um sobre o outro.

       Não entendia direito o que estava acontecendo. Eu não estava mais na rede que o esposo de Dona Binhí havia atado pra mim. Estava do lado de fora da casa exatamente onde os cachorros choravam e tremiam arrepiados.

       Um ar frio e tenebroso passou pelo meu corpo. Mas, quando olhei para mim, não tinha um corpo. Era como se eu fosse apenas uma fumaça com consciência de tudo o que estava acontecendo. Quando cheguei perto dos cachorros amontoados, eles gemeram para mim como se estivessem pedindo ajuda.

       Um estrondo enorme aconteceu na direção do caminho do porto onde as duas cobras grandes estavam paradas. Pude vê que uma era negra como as águas daquela Cabeceira Grande com olhos vermelhos como o mais puro rubi. A outra era prata como a lua Nova que estava iluminando aquela noite de feitiçaria, e seus olhos eram negros como o carvão.

       Nesse momento eu voltei novamente para meu corpo. Era como se eu tivesse sonhado, mas, eu estava totalmente acordada. Dona Binhí começou a levitar do chão. Meu avô ficou tão assustado que começou a orar a Deus pedindo que lhe protegesse. Todos estavam apavorados. Eu continuava fascinada com tudo que estava acontecendo naquela casa velha feita de barro e coberta com palha.

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