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YAMÊ ARAM

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

DONA BINHÍ A GRANDE FEITICEIRA XIV

         Dona Binhí aumentou a som de sua voz e a tonalidade em qual estava cantando. A onda enorme que havia se formado no meio da Cabeceira Grande dobrou novamente seu tamanho e bateu com toda força contra o porto da casa. O barco e os cascos foram levados até metade do caminho do porto, cerca de uns quinhentos metros de onde estavam.

         A onda de água negra subiu o caminho até sua metade. Troncos e pedaços de árvores velhas foram arremessados para longe da beirada do rio. Meu irmão que era metido a corajoso começou a chorar com medo do estrondo que a onda d'água produziu enquanto Dona Binhí cantava com os olhos fechados e produzindo as duas vozes que misturavam-se como uma sinfonia desafinada, mas, extremamente linda.

         Continuei olhando para aquela onda trazendo tudo consigo, como se fosse invadir a casa. Mas, na metade do caminho, ela voltou novamente. O barco Atalaia e os dois cascos também desceram com ela até o local onde estavam amarrados antes.

         A ponte que eu e os filhos de Dona Binhí havíamos construído, foi totalmente arrancada de seu lugar. As forquilhas que usamos para fincar a ponte desapareceram sem deixar rastro, de tão violenta que foi a força daquela enorme onda de água negra que subiu sem impedimento algum o caminho do porto da casa de Dona Binhí.

         As tábuas que usamos também desapareceram. Os cachorros latiam incontrolavelmente naquele momento. Após a descida da onda, o barco atalaia e dois cascos voltaram para seus lugares, como se estivessem amarrados em alguma coisa. Mas, não havia mais ponte. E a corda com a qual tinham sido amarrados na ponte havia arrebentado com a força da onda negra. E eles continuavam no mesmo lugar como se algo os segurasse.

         Eu observava aquilo com muita curiosidade e medo. O vento forte começou a varrer novamente o quintal. Estralos de folhas e galhos secos de árvores ecoavam no quintal fazendo com que os cachorros de Dona Binhí latissem e uivassem sem parar. Seus latidos e uivos eram de medo, pois avançavam e recuavam como se algo os ameaçasse.

         Foi quando ouvi vozes de duas mulheres vindo do caminho do porto. os cachorros correram latindo para a beirada do rio onde ficava o porto de Dona Binhí. O vento começou a circular a casa. Era uma barulheira só em volta dela. As palhas que cobriam as paredes de barro eram levantadas mostrando o céu claro de lua nova.

         Olhei novamente pela brecha que me permitia vê o porto da casa, e fiquei paralisada com o que vi. Duas cobras enormes estavam com metade do seus corpos para fora d'água. Suas cabeças estavam exatamente no lugar até onde a onda havia subido, mas, metade de seus corpos ainda estava dentro d'água. O que me assustou mais ainda. Pois, pude perceber que mediam mais de mil metros de comprimento.

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