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YAMÊ ARAM

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

DONA BINHÍ A GRANDE FEITICEIRA IX

       Por volta das vinte uma horas os dos meninos que haviam pulado n'água comigo gritaram: -Mãe a comida tá pronta, já pode servir a mesa? -Dona Binhí levantou-se e dirigiu-se para o fogão de barro que ficava do lado de fora da cozinha debaixo do pé de limão capeta, que por incrível que pareça não tinha uma folha se quer maltratada pelo fogo, estranhei pois era pra ele está todo queimado pelo fogo do fogão que passava da altura das panela e fazia os galhos e as folhas do limoeiro balançarem, até a fumaça as vezes queima folhas de árvore, quanto mais fogo alto igual aquele que engolia as duas panelas.

       Minha língua chegou coçar para perguntar sobre aquilo que havia percebido, mas eu já estava falando demais e tive medo de ser repreendida por meu avô que me olhava querendo me matar. Dona Binhí mandou os meninos colocarem uma das panelas na mesa, seu marido imediatamente também levantou-se colocou os pratos com colheres na mesa, puxou alguns troncos de madeiras para servirem de banco, pois no interior não existe cadeira, no máximo mocho, que são bancos de madeira silvestre feitos pelos próprios caboclos, muito dificilmente nessas casas se encontra algum móvel comprado em loja, tudo na casa é feito de forma artesanal, até a colchão é capim e a cama de árvores ou pedaços de pau, varas colocadas uma do lado da outra fazendo uma forma de jangada, só que para segurar o colchão e mantê-lo longe do chão, lá é muito difícil dormir no chão, tem muita cobra e elas sempre passeiam pelo chão da casa.

        Por isso, que muitos caboclos preferem casas com assoalho bem alto para evitar que essas cobras venenosas entrem na casa e mordam alguém, mas mesmo assim as bandidas ainda sobem, o que não é de assustar, pois na maioria das vezes elas ficam nos galhos das árvores quase imperceptíveis, sua cor geralmente é da cor da árvore o que dificulta muito avistá-la, e num pequeno vacilo a mão não pega o pau, mas sim a cobra, que não perde tempo em mostrar o tamanho de suas presas, quando é jiboia só dói a mordida, agora se for surucucu meu amigo, o buraco é mais embaixo, em apenas cinco minutos e você tá colocando sangue por buracos que você nem imagina que tem no corpo.

         Dona Binhí colocou a panela no meio da mesa de madeira maciça feita de itaúba preta, uma madeira de lei muito rara e linda, sua cor parece ser pintada com pincel de tão preta que é, ela abriu a panela e o cheiro da comida espalhou-se por toda casa, um aroma maravilhoso que minha boca encheu de água, ela olhou para mim, e sorriu: -Gostou curumim?

          -Eu respondi afirmativamente com a cabeça.

          -Você já comeu paca? -Afirmei negativamente com a cabeça novamente.

          A cor daquela paca contrastava com a cor da mesa, enquanto o cheiro da paca bem temperada por Dona Binhí enfeitiçava qualquer mortal, era impossível não ficar com a boca cheia d'água.

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