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YAMÊ ARAM

sábado, 24 de agosto de 2013

DONA BINHÍ A GRANDE FEITICEIRA V

Ela pediu para os seus dois filhos, os mesmos que estavam tomando conta das panelas que estavam no fugão a lenha para eles me servirem café com frito de farinha, minha mãe não gostou muito, ela detestava que a gente aceitasse qualquer coisa da mão de alguém, nunca entendi muito bem essa sua mania, talvez por que meu avô também não gostava que a gente aceitasse ou pedisse qualquer coisa aos outros, pior ainda se fosse comida, costume dos mais antigos no Amazonas, caso nós aceitasse-mus o que nos era oferecido a surra, corsa, bancadas, essa coisas doloridas que nos deixam marcados por dias a fios, era recompensa ao chegar em casa. Mas, naquele momento eles estavam um pouco assustado com o fato de Dona Binhí está me tratando daquela forma por ter sonhado comigo, e minha mãe também estava em perigo, então, a vantagem era minha naquele dia, aproveitei o máximo, pois sabia que eles iriam fazer de tudo para bloquear essa aproximação de Dona Binhí comigo. Eu estava tranquila pois sabia que ela iria curar minha mãe, não havia dúvidas dentro do meu coração, e sua tranquilidade era de uma segurança como se já soubesse exatamente o que fazer. Minha família estava assustada e arredia, enquanto eu estava em casa. Os meninos me convidaram para pular n'água, meu avô disse que não pois iria me molhar, Dona Binhí interferiu dizendo: -Deixa o menino pular n'água com os meninos, se ele se molhar eu tenho roupa pra ele aqui, pode ficar despreocupado seu Bené, ele sabe nadar e aqui ás águas não são perigosas, meus meninos nadam muito bem. Meu avô retrucou: -Mas ele vai fazer muita bagunça na sua casa Dona Binhí. Dona Binhí logo percebeu que meu avô não parecia gostar muito de mim e rebateu: -Seu Bené, a casa é minha e eles podem fazer a bagunça que quiserem, meus meninos vivem soltos, gosto de vê-los brincando, afinal de contas, eles são só crianças e gostam de brincar. Dona Binhí virou-se para nós e disse: Podem irem pular n'água queridos, a água tá calma e o porto não é fundo, não há perigo nenhum vocês nadarem um pouco, só não vão muito para o meio do rio. Ela sabia que gostaria-mus de nadar para o meio do rio, é maravilhoso quando você olha do meio do rio e vê a beirada longe, é uma sensação de liberdade inigualável. A água do rio estava calma e parecia um espelho, não havia vento, e a água estava quentinha, brincava-mus de pira-pirenta, uma brincadeira de esconde-esconde, só que debaixo d'água, então ganha quem mergulhar mais rápido e mais fundo, tão fundo que uma pessoa de cor branca como eu tem que mergulhar quase uns cinco metros para debaixo d'água pra poder não ser vista e pega por quem está com a pira.

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