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YAMÊ ARAM

terça-feira, 13 de agosto de 2013

DONA BINHÍ A GRANDE FEITICEIRA IV

Quando o barco Atalaia encostou na ponte do porto da casa de Dona Binhí, os cachorros pararam de latir, e a poeira que estava deixando o cachorro branco louco, também desapareceu. Imediatamente os dois meninos que estavam cozinhando no fugão correram para o porto admirados com o barco, é muito raro alguém ter barco naquela região, o máximo que eles tem é rabetinha com três paletas, é uma espécie de motor de popa, quando muito, e isso já é luxo, uma voadeira, lancha de metal que é muito veloz, mas que também pra eles não serve pois é muito caro obter uma dessas, evidentemente isso o Brasil não sabe. A família de Dona Binhí quanto precisa ir até a cidade de Barreirinha, município próximo a Parintins, uma viagem de barco de linha de umas cinco horas e meia, se o barco for de uns sessenta cavalos, e pra se ter um barco com essa força é necessário ter acima de dez mil cabeças de gado nelore ou guzerá, ou muito holandês, umas cinco mil cabeças de búfalos. No Amazonas é assim, quem tem tem muito e quem não tem não tem nada, mas, quem que liga pra isso? Dona Binhí nunca precisou dessas coisas, sua riqueza sempre foi outra, sua sabedoria forjada e adquirida no sofrimento da selva. Descemos do braco, e começamos a subir o caminho do porto ruma à casa, quando atingimos o terreiro da casa, seu esposo nos recebeu com muito carinho e felicidade, é difícil naquela região se vê um vizinho por meses, conversar com alguém mais ainda, é preciso remar muitos quilômetros de água-preta pra encontrar uma lamparina acesa muito longe indicando que se está chegando à casa de alguém, todos moram longe um do outro, as vezes isso é bom, dá menos fofoca. O esposo de Dona Binhí nos levou até o tronco de árvore onde ela continuava sentada fumando seu cachimbo que soltava nuvens de fumaça que ao meu nariz cheiravam como incenso. Quando chegamos próximos a ela, eu olhei dentro de seus olhos negros como jabuticaba, suas buxexas rosadas pelo sol de quarenta graus daquela região que fica bem embaixo da linha Equador que atravessa o Amazonas de ponta-cabeça. Seus dentes meio-amarelados sorriram para mim com alegria e amor. -Então, é você o indiozinho-branco que está vindo em meus sonhos todos esses três meses? Eu fiz frito-de-farinha que eu sei que você gosta muito, curumim! Fiquei esperando você aparecer, todos da minha fé me falaram de você. Pode deixar que da sua mãe eu irei cuidar, já sei o que precisa ser feito minha criança.

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