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YAMÊ ARAM

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

DONA BINHÍ A GRANDE FEITICEIRA III

    Mas, o que mais me impressionou foi o posicionamento de sua casa que estava à sua direita, sua frente ficava para o sul e sua cozinha para o norte, haviam três janelas abertas voltadas para o leste, as paredes eram de barro, parecia ser massapé pois era muito laranjado, o telhado era de palha de babaçu, as flores também me chamaram atenção pois estavam todas atrás da casa na direção do fugão de barro que ficava debaixo de um pé de limão capeta carregado de fruto onde havia dois meninos acendendo o fogo, a fumaça subia reta em direção às nuvens, mesmo com o vento forte que parecia desviasse dela.

    Consegui vê quatro panelas prontas para irem ao fogo, muitos pés de laranjeiras estavam espalhados por todo o quintal que estava totalmente limpo, parecia ter sido varrido com vassoura de vassourinha, um cerrado abundante naquela região, e muito bom para se varrer quintal de terra. Vi também sete cachorros já latindo para nós que estávamos a uns seis quilômetros do porto da casa, dois eram pretos, dois amarelos, um cinza, um marrom e um branco todo peludo que corria de um lado para o outro uivando enquanto os outros somente latiam, ele parecia está vendo algo que se movia de um lado para o outro, pude vê poeira levanto do chão exatamente na direção para onde se movia o cachorro branco, ela parecia se mover em circulo atrás dos outros seis cachorros, somente o branco é que conseguia vê o que estava fazendo aquela poeira levantar-se do chão.

     Meu corpo começou arrepiar do topo da cabeça até os pés, minhas mãos começaram a suar, um vento frio e gélido parecia está cercando-me, uma leve tontura começou a turva minha mente, por um momento senti como se estivesse levitando do chão da proa do barco onde estava deitada, não senti medo, somente um temor muito grande apoderou-se de mim como se estivesse referenciando uma grande autoridade, meus olhos estavam secos pois não conseguia piscar, um som estranho de tambores começou a soar em meus ouvidos, olhei para um lado e para o outro mais não haviam vizinhos por perto de onde pudesse vir aquele som carregado de um mistério que fazia com que meu espírito se inquietasse dentro de mim.

      De repente o fogo acendeu no fogão com tanta força que vi os dois meninos correrem para não serem queimados, e depois voltaram e colocaram as quatro panelas na trempe do fogão, elas eram todas pretas, talvez por causa do fogo da lenha.

      No caminho do porto tinha vários pés de comigo-ninguém-pode,muitos tajá-onça, que segundo os mais velhos podem se transformar se forem bem alimentados, coisas que somente a selva amazônica esconde dentro de seu ventre muito bem guardo, segredos que vão além das sete chaves, conhecimentos que somente os mais antigos possuem, e aquela mulher, sentada sobre um tronco de madeira sabia muito mais do sobreviver naquela região selvagem.

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