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YAMÊ ARAM

terça-feira, 6 de agosto de 2013

DONA BINHÍ A GRANDE FEITICEIRA II

        Assim que a data da viagem até a casa da Dona Binhí foi marcada, eu comecei a contar os dias, afinal de contas, ansiedade é uma das minhas melhores qualidades, e disso minha família era tarimbada, por isso, eu não podia dá bandeira demostrando que estava louca para conhecer a famosa feiticeira do Paraná do Moura.

        Quando eu queria falar sobre ela com alguém, eu ia para o meio do mato com um amigo chamado Benben, um rapaz que trabalhava para meu avô, ele era o único que gostava de conversar comigo sobre tudo o que eu quisesse falar, era um ótimo ouvinte e um amigo magnifico.

           Quando finalmente chegou o grande dia da visita à Grande feiticeira, eu não conseguia conter-me, o banheiro tornou-se meu melhor companheiro, até porque, o Benben estava roçando campo e não podia mas acompanhar-me em meu desabafos repetitivos.

           Nossa viagem seria às quinze horas,e era naquele momento umas seis horas da manhã e eu já estava acordada imaginando quanto tempo demoraria para a hora de irmos até a Grande Cabeceira,  onde morava essa admirável mulher, que muitos temiam, mas eu já a amava sem conhecê-la.

           Finalmente chegou as três horas da tarde de uma quarta-feira ensolada e bela. Subimos no barco que chamava Atalaia, um barco lindo, não era um barco grande, mas era bem veloz, seu casco era vermelho e suas grades amarelas, perece feio, mas as cores combinavam, seu motor era de sessenta cavalos, isso significa que era um barco que fazia muitas ondas grandes, e corria bastante.

           Em águas negras um barco com essa força faz canoa e casco balançarem no porto das casas de um lado e de outro do rio. Quando a água está calma e parece um espelho negro, as ondas são maiores ainda, eu gostava de ir deitada na proa do barco, olhando o bico ir cortando as águas e dividindo-as em duas ondas enormes que corriam na direção das beiradas do rio, era lindo!

          Quando saímos do Paraná do Moura e entramos na Cabeceira Grande onde ficava a casa de Dona Binhí, avistei oito Castanheiras do Pará, elas eram enorme e cercavam a casa, que também era cercada por pés-de-café, e havia uma pessoa sentada entre dois dos maiores pés que ficavam na frente da casa, de frente para a cabeceira, bem na direção do porto.

          Ela estava com uma saia preta que ia até os pés e uma blusa branca com as mangas de renda, fumando um cachimbo com fumo, a fumava de seu cachimbo parecia nuvem de tão grande que era quando ela solta, fiquei encantada com aquela figura que avistara, tinha a impressão que podia ouvir sua respiração, mesmo à aquela distancia.

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