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YAMÊ ARAM

terça-feira, 16 de julho de 2013

DONA BINHÍ, A GRANDE FEITICEIRA!

     Quando morei no Paraná do Moura, afluente do Rio Andirá, conheci uma feiticeira temida por todo mundo. Ninguém ousava desafiá-la, muito menos zombar, todos a tratavam com muito respeito e temor.

     Ela era uma pessoa simples, mas, seu olhar era horripilante, parecia esmagar-nos, tamanha era sua força e fé. Muitos moradores daquela região evitavam ter contato com Dona Binhí, eu já era super curiosa para vê-la em ação.

     Minha mãe evitava que nós tivéssemos qualquer aproximação com ela ou da família dela. Mas, parece que meu desejo em conhecer Dona Binhí foi atendido por Deus.

        Certa feita minha mãe foi acometida por uma doença que nenhum médico conseguia diagnosticar, vários curandeiros, benzedores haviam tratado-a, mas, nada parecia adiantar, até que alguém falou "Por que você não a leva na Dona Binhí?". Aquela frase despertou dentro de mim uma certeza de que era ela que iria curar minha mãe.

        Por eu ainda ser uma criança ninguém ouviria minha opinião, e se insistisse ainda levaria uns tapões no pé do ouvido, como dizia meu Avô, com muita doçura. Minha Avó relutou por ser evangélica, mas, o quadro de minha mãe pirou mais ainda, a tal ponto, que minha avó resolveu ir até a casa de Dona Binhí.

        Fomos avisados de que teríamos que chegar até ela com muito cuidado, não deveríamos de forma alguma destrata-la ou agir de maneira desrespeitosa. Ela era uma das maiores feiticeiras daquela região, sua fama corria longe, como também muita gente vinha de longe, as vezes até de outros estados para serem atendidos por ela.

        Para mim era uma grande oportunidade de conhecer alguém realmente poderoso frente a frente. Sempre tive um fascínio muito grande por essas pessoas, havia anos que ouvia falar dessa tal Dona Binhí, e finalmente iria conhecê-la.

       Minha ansiedade era tanta que até chegava a esquecer que minha mãe estava doente e no fundo eu já sabia que teríamos que ir até ela. Na realidade, eu não imaginava que era eu que estava sendo chamada a conhecer o poder da Selva Amazônica.

        Dona Binhí já nos aguardava, ela sabia que iríamos até ela muito antes de minha mãe adoecer, não pela doença, mas, pelo curumim que minha mãe havia parido. Havia algo estranho entre eu e Dona Binhí, parecia que tudo estava nos levando a um encontro, ela estava preparada para me receber e eu nem imaginava o que esperar disso.

        Fiquei calada o tempo inteiro até a viagem ser marcada, já não era fácil para minha família lidar com um menino que sonha e vê as coisas, e se falasse ou demostrasse muito interesse, com certeza eles me deixariam em casa. Algo dentro de mim aconselhava-me em tudo, somente no silêncio do meu coração as vozes falavam comigo.

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