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YAMÊ ARAM

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A TRANSEXUALIDADE

As vezes somos pegos pelo futuro, as vezes presos no passado não conseguimos vislumbrar o amanhã, como também podemos nos perder no presente e esquecermos o passado e o futuro. Não consigo ver o meu passado no meu presente, e não imagino meu futuro. Mas, somente vivendo um dia atrás do outro é realmente entendemos nossa caminhada, nosso amadurecimento, nossas conquistas etc. Nunca imaginei que eu fosse uma transexual, eu sabia que era gay, ou melhor, um veadinho muito afetado, era praticamente uma menina, como se diz no Bajubá: uma pintosa, quase impossível de ser escondida ou passar despercebida. Se eu gritasse, todos assustavam-se e imediatamente eu era descoberta e tornava-me o centro das atenções. Sempre gostei desta palavra! Nessa época de minha vida quando achava ser um gay com uma carreira promissora dentro da música erudita, mais especificamente dentro da música antiga, eu estava me especializando em música barroca e música renascentista, tinha uma carreira perfeita e consolidada, uma aposta certa e capacitada para o Brasil lançar na Europa um produto capaz de mostra que não são só eles que tem talentos e cantores com timbres vocais maravilhosos. Eu era a maior aposta de todos os meus mestre de música, iria levar o nome de todos e das instituições onde estudei para as alturas, pelo menos era isso que todos queriam e estavam apostando. Quando fiz vinte e sete anos, eu estava sufocada, parecia que uma mão estava esmagando meu coração, mal podia respirar direito, eu que já tremo normalmente, não conseguia pegar uma xícara de café sem derramá-la inteirinha no chão. Havia me tornado mais andrógina, e isso incomodava alguns dos meus professores, outros já gostavam, diziam que era diferente e que mostrava minha essência amazonense e indígena. Outros falavam que essa minha afetação ou pintosidade iria me atrapalhar quando eu fosse pra Europa, pois gays muito afetados não são chamados para interpretar papeis em óperas antigas, isso eu não consigo entender, porque os castrati eram extremamente femininos e cantavam olhando para as genitalias das pessoas, não é a toa que muitos, principalmente as mulheres desmaiavam durante as apresentações. Uma noite cheguei em casa depois de um concerto, liguei tudo que fazia barulho, ventilador, computador, aparelho de som, liquidificador, maquina de lavar roupa, abri todos as janelas e um litro de vinho do Porto, quando já tinha tomado o quinto litro, eu peguei o sexto e fui para o quarto, lembrei que minha amiga havia me dado de presente umas roupas femininas, pelas quais eu havia xingado-a, resolvi experimentá-las, após vesti-las, olhei no espelho e pela primeira vez na vida, vi que era eu de verdade, a minha fixa caiu naquele momento, "SOU UMA MULHER TRANSEXUAL", e ali nasceu Yamê Aram, que significa "Aquela que produz sol", tem cinco anos que conheço-me de verdade.

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