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YAMÊ ARAM

quarta-feira, 29 de maio de 2013

TRAGÉDIAS DA SELVA AMAZÔNICA II

Nunca havia visto águas barrentas serem manchadas com tanta cor, geralmente sua cor é meio amarelada devido a quantidade de barro e argila que são arrancados com a força de sua correnteza. Esta é capaz de fazê-lo boiar a uns vinte metros de distancia de onde se caiu, é uma força tão destruidora que sai arrancando tudo o que vê pela frente, por isso, que se vê muitas árvores de grande poste sendo levadas pelas ondas espaçosas que nunca se encontram devido a forte correnteza. Todo caboclo respeita e teme as correntes do Rio Amazonas, elas escondem redemoinhos que atravessam toda a quantidade de água e perfuram até o fundo dos rios. Uma mancha de sangue de quase uns dez metros, ia desde a beirada do rio até quase a sua metade, parecia um pano vermelho cobrindo parte daquele rio. Aquela cor escarlate flutuava terrivelmente como manto sobre aquelas águas, parecia não se misturar nas águas e não querer ser dissolvido por elas. Todos gritavam e choravam como se o mundo estivesse acabando, até vizinhos distantes ouviram os gritos e berros de desespero e dor. Minhas pernas tremiam, e as lágrimas escorriam como cachoeiras de meus olhos, eu não queria acreditar que estava contemplando tal atrocidade, era horrível vê aquilo, senti-me um nada, incapaz de fazer qualquer coisa, somente Tia Raimundinha teria coragem e força para fazer alguma, ela morreria ali se não tivesse sido impedida, ela também mancharia aquelas águas com seu sangue, se o mara não tivesse engatado em seu pescoço. Os olhos de tia Raimundinha pareciam querer pular de seu rosto desolado dentro daquele inferno que com certeza ela jamais queria contemplar, tal brutalidade não queriam seus olhos terem visto, se perguntassem a Tia Raimundinha "Queres vê ou perder seus olhos?", ela com certeza preferiria arrancar seus olhos ao invés de vê aquela sena de terror acontecendo diante de olhos e destruindo seu coração de mãe. Com certeza ela deve ter invocado todas as entidades que sua fé é devota,e olha que ela era temida até por seus familiares, pois sua força e fé movimentavam um poder capaz de matar uma serpente só com um olhar. Tia Raimundinha sempre foi admirada e temida por seu poder, fruto de uma fé oculta para muitos, mas, sempre a admirei e respeitei. Gostava de sentir seu cheiro, de vê seu rosto redondo e olho japoca, aquela aparência de índio misturada com caboclo, mulher destemida e corajosa, torrava farinha como ninguém, tirava cuí de farinha jogando-a com remo ou cuiapéua.Caçava macaco no ingazeiro sem arma, simplesmente sentava-se debaixo da árvore e esperava os macacos virem comer ingá, e levava pra casa quantos queria comer.

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