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YAMÊ ARAM

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

NÊGA DO CABELO DURO


Nêga também é minha mãe. Nunca se nega a cor com a qual se nasce. Eu queria ter a cor dela. Morena-cor-de-jambo, ou, pelo menos era, faz tanto tempo que não a vejo. No meu registro de nascimento minha cor é parda mas, minha cara é igual a dos de cor amarela, também no Brasil esse negócio de cor é uma confusão, ninguém sabe exatamente qual é sua, e a quantidade também dificulta o trabalho do IBGE, a verdade é que as cores da bandeira brasileira não representam nem um porcento das várias exitentes neste país colorido. Somos como a bandeira dos gays, uma micelânia de cores, praticamente um arco iris. Cores que brigam para brilhar, outras nem brigar podem, umas que nem reconhecidas são. Há muita diferença de cor pra cor, dá até nome de novela das seis. Só não sei quem é azul, essa cor apareceu na bandeira brasileira sem pedir para entrar, até porque onde eu sei, ela nunca veio pra cá pra essas bandas "onde canta o sabiá". Da coroa não foi, nossa herança portuguesa é de malfeitores, isso explica por que levaram a capital do Brasil pro meio do mato. E quem é de sangue azul aqui neste "rancho fundo"? A verdade é que não temos pedigree, somos uma salada de espermatozóides e óvulos das mais variadas origens, claro que a maioria não prestava. O que fazer então diante desse impasse? Matar não adianta. Bater também não. Abrir uma igreja também não dá certo já tem demais, elas já estão até se destruindo uma a outra. E religião também não resolve nada, só traz mais jugo sobre os ombros sobrecarregados pela sina do passado. Acho que uma solução para o impasse das cores seja mesmo uma foto preto e branco, elas sempre ficam mais bonitas e escondem os defeitos da aparencia. Se bem que de foto o Brasil entende, ela é quardada no fundo do baú e nunca é lembrada. Isso pela política sempre foi muito bem explorado. A memória do brasileiro é curta, e jamais lembrará a foto passada. "Em terra de cego quem vê é rei!"

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