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YAMÊ ARAM

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A CASA MAL ASSOMBRANDA XIII

O ANJO DE LUZ.

 O som ficou cada vez mais próximo. Chamava um nome estranho, que não fazia nenhum sentido pra mim. Estava tão perto, que ressoava dentro da prisão eterna.

 Comecei a me movimentar, mas, sempre voltava ao mesmo lugar, e sem saber por que tinha me mexido.

 A voz soou tão perto do abismo, que pude sentir a reverberação do som bater pelas paredes negras da prisão. Tentei gritar, mas, não havia som em mim. Um desespero começou a tomar conta de meus pensamentos.

Então, a voz soou dentro do abismo. O pavor estremeceu-me inteira. Mas, não conseguia compreender aquelas palavras. A pequena bicha ficou burra. Tudo o que temia!

 Uma pequena luz, acendeu dentro daquele abismo. Era frágil, mas conseguia brilhar naquela escuridão, onde era meu sepulcro eterno. Ela começou a vir na minha direção, e foi aumentando a medida que aproximava de mim. Quando chegou diante dos meus olhos, ela estava do tamanho de uma criança de dois anos.

Era uma menina. Linda. Com cabelos negros e ondulados. Seus olhos eram duas tochas de fogo. Mas, sua voz era doce como o mel. Ela abraçou-me. Aquele calor me confortou, e imediatamente eu comecei a entender o ela dizia.

–Vamos mano! Sou eu, sua irmanzinha! -No mesmo memento eu me lembrei que tinha uma irmã de dois anos. Eu a chamava de casola, pois seu cabelo era tão grande que parecia uma casola de mato.

 Tudo começou a voltar a minha mente. Consegui lembrar de tudo, e ela continuava brilhando naquela escuridão.

 –Como você me encontrou, amor? -Perguntei a ela chorando de alegria.

 –Eu sempre sigo você! Você vive dizendo que eu não sirvo pra brincar de esconde-esconde. Mas, eu consegui te achar! Dessa vez você se escondeu de verdade, eu demorei demais para achá-lo! -Disse a minha pequena casolinha de dois anos. Eu só conseguia chorar e abraçá-la.

–Agora que eu te achei, vamos voltar, tá mano? -Aquela voz era tão doce pra mim.

 –Tá bom, mana. Vamos voltar! -Disse-lhe com ternura.

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