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YAMÊ ARAM

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A CASA MAL ASSOMBRADA XX

                              O DESAFIO.

           Quando as unhas chegaram no meio dos meus pés, eu já estava em pé na cama. Tive tanto medo, que nem deu vontade de urinar ou cagar. O suor também havia desaparecido. Eu estava totalmente gelada, como se estivesse dentro de um frigorífico.

            Elas começaram a subir arranhando as paredes em direção ao meio da minha perna. Hoje, eu já desconfio disso…Mas, naquele momento, só o pavor me fazia companhia.

            Comecei a apalpar pela parede, sem tirar os olhos daquilo. Minha mão achou alguma coisa onde agarrar. Firmei os dedos e puxei meu corpo, e pude colocar meus pés entre dois paus que seguravam as tábuas da parede do quarto.

            As unhas continuavam arranhando as paredes em minha direção. Tentei subir mais na parede, mas, minha cabeça bateu no forro do quarto. Não tive outra escolha, e pulei por cima daquilo, caindo fora da cama, quase batendo a testa na parede que ficava do outro lado do quarto. O barulho foi tanto, que minha mãe acordou, e lógico todos da casa.

            –Que foi isso menino? Gritou minha mãe, mostrando uma certa irritação, coisa que não me era estranho, já que, ela não parecia ter muito apreço por mim. 

            As luz do meu quarto apagou. Levantei rápido, e encostrei-me no canto do quarto. A porta do quarto abriu-se com força. Achei que fosse minha mãe, mas, infelizmente não era.

            O vento gelado de antes, soprou novamente, empurrando-me contra o canto do quarto. E tentava abrir minha boca, como se quisesse entrar dentro dela. Serrei os dentes. Meus lábios começaram a ser puxados, um para cima e outro para baixo.

            –Deixe-me entrar, criança! Uma voz soprosa e granulosa soou bem no meu nariz.

            Era um halito gelado como a morte que aflige um cadáver. Torci para que minha mãe viesse, ou, para alguém aparecer. Mas, nessas horas, agente sempre tá sozinha.

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