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YAMÊ ARAM

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A CASA MAL ASSOMBRADA VI

O CIRCULO DOS OITO.

 Eu estava sentada no chão, e a medida que eles foram aparecendo, tomaram seus lugares um ao lado do outro e formaram um circulo junto comigo. Eles se comunicavam por telepatia - a burra achou que fosse com a mente - nessas horas é bom não saber nada, e ficar calada também ajuda muito.

 –Oi,   agente sempre quis brincar com você de verdade! Disse o Gordinho sorrindo.

 –De onde vocês são? Foi a primeira coisa que veio na mente. Era a primeira vez que eu conversava com um espírito de verdade.

 –Nós somos do mundo espíritual! Respondeu-me novamente o Gordinho sorridente.  Enquanto fitava em mim o Lorinho dos olhos violeta.

  Eu não precisava olhar para vê-los. Nós nos viamos a todos ao mesmo tempo. Estavamos conectados e  podiamos nos comunicar simultâneamente.

  -Obrigada por nos receber em sua casa! O Moreno Claro fez soar como um trovão sua voz dentro do meu espírito ao dizer essa frase. Seus olhos pareciam mais negros ainda, e uma luz prata refletia de sua iris.

  O barulho de um vento muito forte, desses que arrazariam o mundo inteiro soou e o Indiozinho fez-me ouvir sua voz.

  –Nós somos como vento. Não nascemos nem morremos. Não temos origem nem destino. Somos livres. Somente nossas vozes se fazem ouvir.

  Uma luz vermelha atravessou todos nós. Era como se estivessemos queimando por dentro. Então uma voz quente como aço derretido saiu de dentro do Ruivinho de olhos vermelhos. Parecia que nada sobreviveria à sua ira, tamanho era seu calor.

  -Existimos em outra dimensão.

  Águas azuis enxeram a sala. Elas passavam dentro de nossos espíritos. Podiamos senti-la. Mas, elas não nos molhavam. Eu podia ouvir suas vozes que pareciam milhões de cachoeiaras caindo ao mesmo tempo.

  –Somos como Águas azuis. Disse-me o Branquinho com os olhos azuis soando sua voz.

  Uma sombra fez tudo sumir.  Uma escuridão densa ivadiu a sala. Uma voz grave e sombria soou.

  –Somos como a noite.

   Foi a voz do Neguinho que se fez ouvir timidamente. Somente a voz do Gordinho e do Lorinho de olhos violeta não soaram. Eu não conseguia nem pensar nesse momento. Fiquei em êxtase. Era muita informação para um menino efeminado como eu. Se bem que eu já parecia ser menina. Só minha família que não via. O pai é sempre o último a saber.

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