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YAMÊ ARAM

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A CASA MAL ASSOMBRADA IV

OS BRINQUEDOS.

  As correntes flutuaram durante uma meia hora apontando para a porta. Meu corpo não respondia ao comando do cérebro. Não havia movimento algum em meus músculos. E o chão parecia ter sumido de debaixo de mim. Eu cheguei a pedir ajuda pra tudo que é Santo. “Eloí Eloí Lamá Sabactãni”, palavras de Jesus Cristo, que naquele momento fizeram todo sentido.

   Eu tinha sido abandonada por todos naquele lugar. Já tinha visto muita coisa, mas, nada se comparava com aquilo. De repente, as correntes caíram no chão produzindo um estrondo macabro, minhas forças voltaram. Levantei e saí correndo desembestada, rumo ao meu quarto. Pulei na cama batendo o queixo e os dentes de tanto medo que estava sentindo. Dormi de cansaço, tentando ficar acordada, missão impossível.

  Na manhã seguinte, acordei toda dolorida, como se tivesse sido esmagada por um trator. Não tive vontade de comer nada. Estava muito assustada com tudo o que estava acontecendo, e não podia falar nada com ninguém. Eu já era considerada estranha, imagina se minha família soubesse que eu via tudo isso, estaria internada num manicômio! Levantei e fui para a sala principal, fechei todas as janelas e portas, e sentei no chão fitando os olhos num jardim de inverno que estava bem a minha frente.

  Havia uma mesa de centro enorme no centro da sala, arrumei todos os meus brinquedos em cima dela, e tive vontade de tomar um suco de tapereba, mas, a cozinha ficava a uns quinhentos metro da sala, lenvantei-me, e falei em alta voz:

   –Vou pegar um suco pra mim! Sempre tive mania de conversar sozinha. Não tinha muitas pessoas dispostas a conversar comigo. E a baba nunca ficava perto de mim.

    Quando sai da sala e entrei no corredor que dava para a cozinha, meus brinquedos foram todos jogados no chão. Voltei rapidamente andando de costas. Olhei para a mesa de centro, onde estavam os brinquedos, e todos estavam no chão. Arrumei-os novamente, e saí da sala, entrando no corredor.

    –Vou pegar um suco na cozinha! Falei a mesma frase de antes. Mais uma vez os brinquedos foram jogados. Percebi que não era coincidência. Comecei então a brincar com aquilo. Arrumava os brinquedos. Entrava no corredor e falava as mesmas palavras, e imediatamente eles eram jogados de cima da mesa de vidro que ficava no centro da sala.

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