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YAMÊ ARAM

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O BOTO TUPINAMBÁ

Quando morei no Paraná do Moura, afluente do rio Andirá, que em tupi guarani quer dizer mocego, conheci uma daquelas mulheres poderosas da floresta, Dona Ana Caiá. Parteira respeita e solicitada por todos os moradores daquela região, tão distânte da cidade, e que dominava a arte da magia. Dona Ana Caiá, uma certa vez, contaranos algumas histórias de arrepiar até o capeta. Mas, eu fiquei encanta mesmo, foi com a história do Boto Tupinambá, … lenda é só pra vocês! Eu já tinha ouvido contar que o boto vermelho durante as noites de lua cheia, subia dos rios, usando um chapéu panamá, um terno branco, sempre muito bonito e atraente, entrava na comunidade, dançava na festa, seduzia pobres mulheres, que encantadas com o boto-homem , eram levadas para a berada do rio, e possuídas por esse boto bidéstre. Inúmeras mulheres nessa região engravidaram de botos. Ainda bem que eu não tenho útero! Isso já não me assustava mais, até por que eu nunca tive a oportunidade de ficar com um boto, é igual caviar… só ouço falar! Imagino que não deva ser ruim, porque nenhuma das mulheres que foram comidas por esse aquamam do amazonas, gritaram… sempre era tal de …num sei, eu tava dormindo… num senti nada…, nunca houve um boto acusado de assédio, estupro, só de ter engravidado a mulher do pescador. Mas, se você acha o boto vermelho ou…rosa, cafajeste, saiba que existe outro pior ainda, o Boto Tupinambá. Rei nas águas pretas do rio Andirá, esse boto com galhas de peixe, entidade invocada por todos os feiticeiros daquela região, venerado por índios e caboclos, não dá prazer a ninguém, muito menos come a mulher do pescador. O Boto tupinambá quer o que está atras de você… a sua sombra! Deve fazer muito sol no mundo desse boto, pra ele querer tanta sonbra assim! Que diferença faz uma sombra humana no fundo de um rio de água preta? Mas, esse vampiro da sombra preta, sobe em terra somente para levar consigo mais uma sombra, e a pessoa roubada pelo Tupinambá, concertesa morrerá, caso sua sua sombra não seja trazida de volta. Que horror! No Moura, Dona Ana Caiá é uma das poucas pessoas que tem poderes para chamar o Tupinambá no porto da casa da pessoa, cuja sombra fora roubada, mas isso, é um trabalho perigoso, tanto para a pessoa dessombrada, como para quem está execultando o encanto. O Tupinambá não é um boto comum, segundo contam os mais antigos dessa região, ele é encantado, mora no fundo das águas, onde tem uma cidade habitada por todas as sombras roubadas de seus corpos. O mais interessante, é que ninguém quer voltar de lá, depois que vê as riquezas do Boto Tupinambá. Os relatos da vida boa levada pelas sombras roubadas, são passados em sonho aos famíliares pelas falecidas sombras, que retornam só para contar o quanto estão bem. Porra…se isso não é tá bem, o quê que é, então, né¿ Poxa…eu lá toda querendo ser levada pra essa cidade botoana, e esse fantasma não me quiz, será que minha sombra é clara¿ Para desfazer o encanto do Boto Tupinambá, e trazer de volta a sombra roubada, o encantador tem que ir numa meia noite de lua cheia na beirada do rio, com água até os joelhos, e uma garrafa de cachaça na mão direita, e chamar três vezes o nome Tupinambá! Tupinambá! Tupinambá! E esperar que o monstro chegue na beradinha do rio, mas com água até o joelho, esse bichinho deve encostar em suas pernas. Que Horror! O perigo, é que não se pode temer o Tupinambá, quando começar a fazer ondas de até três metros de altura com sua chegada, o encantador deve continuar imóvel e destemido, que as ondas da morte não lhe cobriram, esse é o primeiro teste que um encantor tem que passar, para trazer o boto fera até seus joelhos e ficar com a cabeça fora d’água. Ah…eu deixava isso, pra lá, sô! Passado o primeiro teste, vem a hora da verdade, o Tupinambá começa então a aproximar-se do encantador, dizem que seu tamanho é assombroso, e tem nas suas galhas enormes, seu nome escrito em vermelho, TUPINAMBÁ. Tô achando que foi o Garantido que encantou esse boto… O encantador não deve temer neste momento, nem pensar em voltar para traz, pois, apartir do momento que o Tupinambá começa a aproximar-se, o encantor fica totalmente a mercer desse botinho lindo do amazônas, só lhe resta vencê-lo pela coragem. Nem se minha mãe tivesse sido levada, eu mexeria com esse boto! A coragem de quem invovou o Tupinambá, encanta o boto, que aproxíma-se sem risistência, mas, se houver um vacílo por parte do encantor, é mais uma sombrinha no mundo botoânico… Tchawzinho nenem! Quando o boto encosta a cabecinha nos joelhos do encantor, este deve quebar a garrafa de cachaça bem no meio dos olhos do boto, e assim, o encanto do Tupinambá é quebrado, de dentro do corpo do bicho, saíra um caboclo lindo e rico, e o corajoso encantador herdará toda a riqueza escondida dentro do corpo do Tupinambá, salvando não só a sombra pela qual lutará, mas, quem sabe… até um genro!

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