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YAMÊ ARAM

quarta-feira, 21 de março de 2012

O CHÁ DE BERERÉ

''Tem chá no Amazonas que faz caboclo subir numa castanheira do Pará com circunferência pra quarenta braços ficarem bem esticadinhos.

Pra subir é fácil, descer é o que é o problema. A castanheira do Pará é enorme, maior que campo de futebol, só a copa, um prédio de cem andares é pouco para medir sua altura, mais o chá é forte, acho que foi o que Padre Anchieta tomou quando viu o Boi Tatá.

 Santo Daime faz cantar, doce é o vivo das cores que parece até misturar, tubarão nada no vento, plantinha rasteira da várzea.

 Arranca o pé com cuidado, a raiz pode arrebentar, o efeito é cortado, que nem subir dá pra tentar, enfia a mão na argila,por debaixo dela se pega, tirando com terra e tudo, a folhinha se fecha rapidinho, quando a pontinha do dedo encosta. Lava na água corrente, na barrenta é mais fácil de achar.

A beirada do rio fica coberta, no Amazonas tem em todo lugar. Na mata também toma o índio, doença é capaz de curar, bota o doente pra fora, na tribo não pode ficar, Pajé deu chá pra cuidar, do índio adoentado bem longe de todos, só ele conhece de tudo, a erva vai lhe ajudar, entra cachimbo da paz, pior só timbó na galhada, quero ver corta veneno do gado, quando já tem bastante peixe, é bom dá uma mijada na água, corta o veneno amassado na ponta da vara .

 O branco tomou na xícara, subiu no pal e não soube descer, chá já tinha deixado a mente do pobre coitado, ficou´trepado por horas no galho, bombeiro veio por cima, pegou o branco no cabo, o índio é mais esperto e sabe ficar acocado, assim ele não vai descer, Chá de Bereré é danado, difícil é depois de beber.''

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