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YAMÊ ARAM

quinta-feira, 15 de março de 2012

O CABOCLO BEMBEM

No interior do Amazonas é um pouco complicado viver ou melhor sobreviver para um menino delicado como eu, isso foi uma coisa que percebi imediatamente, depois que fui morar no interior de Barreirinha, no lugar chamado Paraná do Moura, um lugar lindo, um rio de água preta, e de beleza inigualável, com muitos igapós, com margens maravilhosas, uma riqueza de fauna e flora como nunca havia visto em lugar nenhum, afluente do rio Andirá, outro rio de beleza divina e selvagem, de um lado muita fartura de peixes e por outro muitos perigos, animais que até Deus não deve lembrar que os criou, monstros que até os caboclos e índios temem e respeitam, desejando pela sua fé nunca ficar cara a cara com eles. Uma realidade de vida dura e difícil, onde o medo está presente no raiar do dia e principalmente no cair da noite, onde os piores monstros, os mais selvagens e impiedosos dominadores de um poder de destruição mortal. Não há ninguém que seja destemido o suficiente para achar que terá chances se bancar o corajoso, geralmente essa palavra não significa segurança de vida, aliás os mais medrosos costumam viver muito mais tempo dentro da selva amazônica, vale o ditado " O seguro morreu de velho mas o desconfiado vivi até hoje", esse é um ditado muito conhecido e falado por lá. Nas entranhas da selva amazônica é necessário mais do que coragem, tem que ter esperteza, sagacidade e conhecimento antigo adquirido com os mais velhos. Estes conhecem muito mais do que cominhos entre as matas, possuem encantamentos e feitiços capazes de confundir serpentes venenosas, cobras-grandes, onças, jacarés gigante que medem mais de doze metros, porcos que podem derrubar árvores com suas presas, cobras que parecem cipós e ficam penduradas nos galhos das árvores, arraias que com suas picadas podem causar dor durante três dias no corpo de um homem, peixes capazes de perfurar um corpo inteirinho em questão de segundos. Mas, graças a Deus, sempre existe uma esperança para quem tem fé, e lá dentro daquela região pavorosa encontrei um monte na forma de um caboclo que ensinou-me e protegeu-me com todo amor que seu pequeno coração possuía, livrando-me dos perigos e da maldade de meu avô, mostrando-me como sobreviver e como viver entre os perigos selvagens daquele lugar. Benben era seu nome, o mesmo conhecido como o monte que nasceu do caos crido pelos egípcios e outros povos que também conhecem sua existência. Ele mostrou a noite da mata e como vencê-la, os perigos das águas pretas e como não ser afogada por elas, os melhores peixes e como pescá-los, as mais saborosas caças e como caçá-las.

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