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YAMÊ ARAM

quinta-feira, 15 de março de 2012

LEMBRANÇAS DE BARREIRINHA

Bom, durante um tempo morei numa cidade chamada Barreirinha, uma cidade tão pequena que parece de boneca, ilha menor que Parintins mas parecida, pois está cercada por água de todos os lados. Lá não tem como o ladrão fugir da polícia, só caindo n'água, o ruim é que a correnteza dessas águas são muito forte, o caboclo cai aqui e boia no ali do mineiro, três quilômetros de distância de onde caiu, e aina corre o risco de ser comido por piranhas, e lá tem muito, isso quando não se vê jacaré tomando sol e conta da beirada do rio, as vezes eles estão tão a vontade que nem se assustam quando se aproxima algum barco. Em Barreirinha no lado leste da cidade tenho um Furo que aqui pros mineiros seria um rio, lá as coisas são tão grandes que nem sei o que seria o Rio Arruda perto desse Furo. Eu ia muito pular n'água nele com meus amigos e colegas de colégio, era muito perigoso e gostoso ao mesmo tempo, pois a correnteza era tão forte que qualquer um teria medo de pular n'água, é um furo que liga o Paraná do Limão ao rio que passa por trás da cidade, mas a força da água é tão violenta que chega a bater você nas beiradas do remanso, que não machuca muito pois são de argila pura, típico solo de várzea. Nós eramos uma turma de quinze adolescentes que estudávamos todos no mesmo colégio, após a aula a gente saia correndo pra tomar banho nesse furo, brincava-mus de pega-pega, uma brincadeira típica do Amazonas, um fica com a pira e tem que pegar alguém para transferir a pira e ser rápido o suficiente ´para não ser pego novamente. A forte correnteza da água barrenta daquele furo era nossa maior aliada para fugirmos de quem estava com a pira. Mergulhava-mus bem fundo e deixava-mus a correnteza da água nos levar e íamos só nos desviando das pedras e das beiradas do rio, era terrível pra quem não sabia mergulhar, mas pra nós que já nascemos nadando era moleza, puramente brincadeira. O difícil era conseguir-mus subir pra terra, pois a argila escorrega muito e é quase impossível agarrarmos em alguma coisa para podermos subir, então deixávamos a correnteza nos levar uns quatro a cinco quilômetros, até chegar numa parte da beirado do furo onde tinha capim que podia-mus nos agarrar e subir pra terra fugindo da pira, como todos sabiam nadar muito bem na correnteza era bem difícil fugir, era necessário ser veloz tanto n'água quanto em terra pra conseguir não ser pego, e também saber pular bem longe n'água e mergulhar o mais fundo possível e ainda manter os olhos bem abertos pra não bater em nada, o que poderia ser fatal com a velocidade com que nadávamos.

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