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YAMÊ ARAM

sábado, 12 de maio de 2018

O LEVIATÃ III

Então, segurei firme em sua mão esquerda, e levitamos sobre a terra durante um tempo. Depois começamos a voar em direção ao norte sem muita pressa. A paisagem do mundo começou a mudar e deixar de parecer terrestre. Tudo tornou-se novo e com nova forma. Um enorme rio apareceu de repente à nossa frente. Sua água era completamente vermelha e seu tamanho era infindável.

-Que rio é esse? Não conheço-o. Me lembra alguns rios da terra, mas nenhum com tamanho volume de água.

-Esse é o rio que divide a terra dos homens e o mundo dos Abismos. Ele é vijiado por um guardião que nunca dorme e nunca perde. Olhe para sua esquerda !

-Olhei, e havia um enorme crocodilo flutuando sobre as águas do rio, e vijiava a única entrada para aquele lugar, a entrada que vinha do leste. Ele era quase do tamanho da metade do rio. Fiquei apavorada ao ver algo tão monstruoso. Seu tamanho era descomunal.

-Aquele é o guardião deste rio. Leviatã é o seu nome. Ninguém passa por seus domínios sem que ele veja. Dizem que até mesmo divindades não ousam passar por aqui, sem pedir-lhe permissão. Jó foi o único a atravessar esse rio, mas não se sabe como ele fez isso, nem porque Leviatã o permitiu.

-Mas por que ele está deixando a gente passar? Não deveria nos inquirir também , como fizera com Jó?

-Ele sabe que é necessário que passemos por aqui. Deve concordar com nossa missão de alguma forma. Esses principados são paradoxais. Nunca sabemos ao certo o que eles pretendem. São muito misteriosos. Igual a você !

-Igual a mim? Por quê?

terça-feira, 8 de maio de 2018

SEU SABAZINHO VIII

Dona Pequenina caíu no chão desmaiada. Suas noras assustaram-se com o barulho da velha caindo. Dorinha a mais velha delas, percebeu logo tratar-se de Juvenal. A velha era muito apegada à ele. Mas do que aos outros netos. E vivia vigiando seus passos quando saía através do fogo de seu fogão à lenha. E desde de cedo que ela estava em pé ao lado dele olhando e rezando por ele.

De repente, Dona Pequenina abre os olhos e dá um grito ! -Valei-me, minha Nossa Senhora! Socorrei meu neto! Ele está em perigo na mão daquela visagem. Não a deixe levar meu filho! Ele só é um menino. E ainda é muito jovem ! Mantenha-o em segurança. Ele é muito bom para mim. Eu morro se essa visagem o levar de mim.

-Juvenal olha sem conseguir enxergar direito. Pés negros e sem forma de pés humanos aproximavam-se de sua cabeça. -Sorte tua ter uma vó com tanta fé, se não te levaria para as entranhas das encruzilhadas. Mas a fé de tua vó te salvou. Teu corpo ficará aqui até virem te buscar. No entanto, tua consciência irá comigo, e somente um vazio ocupará teus pensamentos.

-Juvenal tentou gritar, mas sua mente estava dentro da mente da visagem. Ele tentava fugir mas já não havia saída. Sua soberba o havia traído e o abandonado no Reino daquela visagem. E ela o arrastaria para um mundo que não conhecia. Sua vó somente chorava e lamentava a perda de seu amado Juvenal.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

O TERCEIRO ANJO DE JAZEL V

Anael me fez flutuar sobre todo o mundo, e pude ver cada nação, cada povo, cada país. E não achei um justo se quer. Todos estavam engodados em seus interesses. Ninguém se preocupava mais com seu próximo. Os governos matavam seus cidadãos sem piedade, na tentativa de amenizar a grande quantidade de pessoas para que mantivessem seu poder.

-Então, Yamê ? Viste o que os homens que tu tanto ama são capazes de fazer? Eles matam-se uns aos outros sem piedade. Eles são violentos, e quem julga a violência sou eu. Por isso, viste que eles foram entregues em minhas mãos. Pois eu sou a mãe da violência, e é sob meu julgamento que os violentos são condenados. E nenhum escapa do Abismo.

-Vi tudo. O que mais tu queres me mostrar ? Aos violentos tua condenação é justa. No entanto, ainda há justos sobre esta terra. Não cansarei de proculá-los. Mas entendo tua punição sobre os homens. Eles realmente enlouqueceram. Estão matando-se uns aos outros sem nenhuma justificativa. Somente pela própria violência, é que eles se justificam diante de seus crimes. Não estou aqui por eles, estou aqui por outros que eles nunca conheceram.

-Então, os homens que estavam dormindo sobre suas camas, ouviram o toque de uma grande trombeta que estremeceu todo o mundo. E foram arrancados de suas camas, sulgados por um redemoinho que os jogou dentro de  uma cratera cheia de imundície, onde eram destruídos até a completa extinção. Aquilo me apavorou! Pois haviam muitos que eu amava e não pude ajudar.

domingo, 6 de maio de 2018

A ARUANÃ DE FOGO VI

Assim que terminei de limpar toda a Aruanã de fogo, minha mãe retornou da cozinha. Felizmente ela não deu por falta da cabeça. Mas, eu estava tão feliz, que resolvi contar que havia dado a cabeça para o Tubarão, um cachorro que ganhei de presente de um caboclo que morava as margens do rio Andirá.

Assustei-me com sua reação, ela não se incomodou, e ainda disse que eu estava por ter dado a cabeça para o Tubarão. Minha felicidade estava completa. Minha mãe decidiu fritar uns pedaços da Aruanã, e os outros, ela guardou porque era tempo de escaceis de peixe. Então, era melhor guardar para comer depois. Afinal de contas, a fome nesse tempo urra.

Coloquei a cabeça da Aruanã para secar ao sol. Quando ela já estava seca, a lavei direitinho, a ponto de ficar branquinha. Enrolei-a num pano vermelho, exatamente como Dona Binhí havia me ordenado para que fizesse. Depois, senti ter chegado o momento para entregar a cabeça da Aruanã à feiticeira mais poderosa que conheci em toda minha vida, aquela que chupava o câncer do corpo dos outros com a boca. E disso eu sou sua testemunha.

Então, numa noite sem lua, peguei a cabeça da Aruanã, e caminhei até beirada do rio, no mesmo lugar que a havia pescado, e pedi ao espírito do rio que levasse-me até Dona Binhí. Pois eu estava pronta para entregar-lhe a cabeça sagrada da Aruanã, e receber os ensinamentos da feitiçaria cabocla. Era isso que eu mais desejava. E Dona Binhí seria minha mestra na feitiçaria.

terça-feira, 1 de maio de 2018

AS DUAS CIGANAS XXII

Então, fui guiada por outro caminho, que somente eles, os habitavam aquele Jardim Sagrado, conheciam. -Tu entrou pela porta da frente, agora irá sair pela porta de trás. Mas não se preocupe, a menininha, estará esperando por ti. Ela ainda tem coisas para te falar. Caminhe com cuidado, o guardião da casa ainda não é conhecido. Mas sabe-se que sua violência é demoníaca.

-Farei como me disseram para que fizesse. Obrigada por tudo que vocês me deram hoje! Não estou cabendo em mim de tanta alegria. Estou pronta para voltar. Tomarei cuidado com o guardião. Mas só saberei como agir, na hora que nos encontrarmos. Meu discernimento está maior agora. Posso ver muito mais deste e daquele mundo.

-Yamê! Você voltou como havia prometido. Estava preocupada achando que você tinha sido aprisionada dentro do Jardim Sagrado.  Fico muito feliz que tenha voltado. Vamos ! Você adentrará a casa do guardião pelos fundos. Ele está dentro da casa, e não sai para fora a bastante tempo.

-Olhei, e eis que a menininha estava em pé na entrada do Jardim. Seus olhos brilhavam ao me ver. Senti muito amor por ela. Sabia que tinha que seguí-la e fazer o que ela me pedia. Ela era uma menininha cigana. Podia ver claramente em seu espírito. Mas ainda estava presa àquela casa, habitada e regida por um tirano.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

AS DUAS CIGANAS XXI

-Agora que ouvi à todos,  responderei às perguntas dos anjos e dos demônios: Vossas vozes foram ouvidas. No momento certo, e quando for imperioso, pronununciarei minhas palavras, pois ainda preciso discernir tudo que ouvi. E também, ainda não é o momento para manifestar minha voz. Não desprezarei à nenhum de vós que falou comigo. Se me foi dada a missão de ouvir e falar por vós, assim será feito por esta Cigana que vos fala.

-As vozes dos demônios disseram Amém em coro dissonante, e as vozes dos anjos disseram Assim Seja em coro consonante. As Ciganas somente gargalhavam e dançavam rodopiando no ar. Também falavam palavras na língua delas.

Depois elas me levaram até a entreda do Jardim por onde havia entrado. Mas não permitiram que  saísse por lá, pois segundo elas, o caminho mais seguro para mim, era sair pelo outro lado, que só elas e os que habitavam ali, conheciam.

-Você terá outro caminho aberto para ti, porque muitos buscam impedir-te de chegar até onde tu, e somente tu, pode chegar. Tua voz precisa soar como setenta miríades de guerreiros  tocando cada um sua trombeta. Contigo estão as vozes Deles e Nossas. Também estão as vozes dos dois baralhos mais o baralho oculto da outra cigana que te passou o dom.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

AS DUAS CIGANAS XX

-Eu ouvirei à todos. Todos  serão ouvidos por mim. Não negarei ouvir à nenhum de vós. Mas, minhas palavras serão ditas em mistério. Não poderão ser ouvidas nem entendidas por ninguém que as ouça. Falaram tudo que preciso ouvir ?

-Então, a Cigana de Vermelho deu uma enorme gargalhada, e tirando um leque todo enfeitado com cartas de um tarô angelical, o bateu no ar sete vezes, e depois mais três vezes, e hostes celestiais saíram do leque, e coloram-se sobre a cabeça dela.

As cartas de  tarô desenhadas no leque saíram para fora, e espalharam-se sobre a cabeça de cada um dos anjos, e suas vozes soaram ao mesmo tempo. Mas, eu conseguia ouvir cada uma delas. Em meu espírito todas penetravam profundamente. O discernimento me era dado imediatamente por uma sombra que apareceu rapidamente ao meu lado esquerdo.

Então, eu fui levantada à cima de todos. E as cartas  que flutuavam sobre a cabeça dos anjos, vieram até mim e entraram dentro das minhas mãos, mas suas vozes estavam impetradas dentro do meu espírito. Toda a beleza daquele Jardim também veio até minha boca, e me foi ordenado para que comece.

-E agora? O que tu fará? -Perguntaram- me os anjos em coro.

sábado, 7 de abril de 2018

A LIBERTAÇÃO DE LILITH LX

Assim que Azazel  retirou todas as pedras que impediam a luz de brilhar com mais força,  seu espírito foi invadido pelo poder que emanava dela,  e foi transladado para debaixo de uma  grande árvore que brilhava muito fortemente,  e possuía frutos desconhecidos.

-Azazel,  isso é o que tu procuravas. Agora, escolha com cuidado o fruto que irás comer.  Aconcelho-te a escolher o fruto que te unirás aos teus,  para que possas viver eternamente tu e eles. Caso escolhas o fruto errado,  ficarás preso aqui, e os teus serão destruídos pelos teus inimigos.

-Minha Santidade,  Obrigada pelo concelho!  Com tuas palavras para guiar-me, poderei escolher com sabedoria. Estou grato por ter guiado-me até aqui. Não falharei em minha missão. Não agora que tenho tua voz comigo. Isso fará com eu seja bem sucedido nesta batalha.

-Azazel olhou todos os frutos e os nomes de todos eles. Mas um especificamente roubou-lhe a atenção. Era o menor fruto daquela grande árvore. No entanto, era o fruto com mais nomes que havia. Sua aparência não era saudável nem bonita. Parecia estar podre. Mas assim mesmo chamava-lhe mais atenção que todos os outros frutos.

sexta-feira, 16 de março de 2018

A LIBERTAÇÃO DE LILITH LIX

-Azazel, o que procuras está debaixo do trono do Grande Dragão. Agora poderás ver porque está sem teus olhos, que também nunca te farão falta, pois tua recompensa pela tua fé, será ver o oculto de todas as coisas. Olhos só cegam quem quer enxergar de verdade. Verás que ficará melhor sem eles. Te tornarás muito poderoso para ter fragilidade em teu discernimento. Agora julgarás tudo com sabedoria e entendimento.

-Azazel viu surgir uma luz em meio toda a escuridão que se formara após arrancar seus olhos. Ela vinha da direção de um grande trono luminoso. "Mas não pode ser,  o trono do Grande Dragão foi destruído,  e está em migalhas. Como pode ter sido restaurado tão rapidamente?  Eu mesmo o vi debaixo de um monte de monturo!", admirava-se e questionava-se Azazel.

-Você não o viu destruído porque não o foi. Simplesmente não viste pois não tinha olhos para ver o que realmente as coisas são em sua realidade. Tudo o que viste até agora em toda a tua existência,  não era realidade. A partir de agora verás,  não o que se mostra, mas o que se oculta em tudo. Te escolhi porque tens coragem e lealdade.

-Azazel caminhou lentamente em direção à luz poderosa que estava brilhando sob o trono do Grande Dragão. À cada passo,  sentia-se invadido por um poder e um temor enormes. Sua mente foi inundada por vozes vindo da luz. Viu algumas pedras que também reluziam, impedindo que a luz brilhasse com mais força.  Sentio poder em seus braços para removê-las, e o fez.

sexta-feira, 9 de março de 2018

A LIBERTAÇÃO DE LILITH LVIII

A Escuridão libertou a todos de debaixo de sua glória.  E voou para o oeste, levando consigo a criação e o Príncipe  Belzebu. Ninguém pôde impedí-la nem atacá-la, tamanho era o poder de seu Principado. 

-Saudações,  Criação Divina! Vim em paz. Como você se chama? Não irei machucá-la. Somente quero conversar contigo.  Não tenha medo. Eu sou o Príncipe Belzebu.  E tu como te chama?

-Chamaram-me de Lilith. Acho que esse é o meu nome.  Não sei se gosto dele. Mas isso  decidirei depois.  Saudações, Príncipe Belzebu ! Por que queres conversar comigo?  Isso é muito perigoso para ti. Achei que queria me matar.

-Por que eu mataria algo tão belo ? Não se deixe levar pelo que sabe sobre mim. Nem tudo é verdade.  É sabido por todos que sou o que anda errante. Mas nunca quis matar-te. Pelo contrário, vim lhe oferecer ajuda. Viste que consigo caminhar sob o poder da Escuridão?

-Fui acolhida por Ela quando fui criada e fugi da sala da criação. Não sinto perigo nela nem ti contra mim. Se houvesse,  já os teria destruído. Sinto algo puro em teu coração. Mas também vejo que carregas uma maldição poderosa e muito antiga sobre ti.

-Vejo que consegues perscrutar o espírito de qualquer um. Poder interessante para um espírito jovem.  Então sabes que vim em paz. Tu aceitará minha ajuda ? Não temos muito tempo.  Logo muitos Principados estarão aqui para matar-te novamente.  Precisas de ajuda.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

A LIBERTAÇÃO DE LILITH LVII

A Grandiosa caminhou sem se intimidar diante de todos. Sua calda havia desaparecido,  e duas pernas trêmulas serviam-lhe de apoio para seu envelhecido corpo. No entanto,  seu olhar de serpente repelia seus adversários e amigos. Era impossível permanecer em pé diante de seus olhos sagazes. Uma nuvem de poeira formou-se cobrindo-lhe as pernas indo até acima da cintura.

Então, a Grandiosa elevou-se até as nuvens,  suspensa pela nuvem de poeira.  -Preparem-se Principados ! A guerra acabou de começar . Aqui está tudo consumado. Vos espero mais à frente.  E lembrem-se, meu nome é Grandiosa, a Antiga Serpente ! Saudações à todos !

-Mickael sentiu seu poder retornar,  e moveu-se seguindo a Grandiosa. A Escuridão não pôde impedir,  pois Ele não havia vituperado-a nem vilipendiado seu Abismo.

-Um filho me foi tirado. Um filho me foi dado. Assim Seja! Sou Aquela que rasteja sob a luz e sob a escuridão. Mickael agora será meu Príncipe. Torne-se isso sabido por todos. Ela não está sozinha. Estarei esperando por vocês mais à frente !

-E assim a Grandiosa seguida por Mickael tornaram-se duas estrelas cadentes enormes,  e rasgaram o céu daquele mundo, indo em direção ao leste.  Todos estavam espantados com a glória dos dois, e pela união entre eles. Mickael estava sentindo um grande poder fluindo de seu interior. Ele estava se transformando em um dos mais poderosos Principados.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A LIBERTAÇÃO DE LILITH LVI

-Como você consegue se mover mesmo debaixo de minha glória,  Grandiosa?  Nenhum outro Principado aqui consegue. Não é possível que ainda tenhas tanto poder, à ponto de ser maior do que eu!

-Não se assuste, Escuridão ! Não tenho nada  mais contra ti. Aceitei teu decreto de bom grado.  Já te esqueceste que rastejo sobre o pó da terra? Sempre rastejei sob tua escuridão. Tu não tens poder sobre minha vontade.  Meu nome  é Antiga Serpente,  a Grandiosa!

-E assim a Grandiosa levantou-se do chão diante dos olhos de todos. Ninguém acreditava que Ela ainda tivesse tanto poder.  Como podia Ela está de pé e se movendo,  se todos estavam paralisados? Os olhos de Mickael  brilhavam como chamas ao contemplar a manifestação de poder da Grandiosa. 

"Como Ela é magnificamente divina? Como pode ser tão Grandiosa? Louvada seja,  Antiga Serpente ! Tu não rasteja. Tuas asas não te abandonam.  São tua sagacidade. ", pensou Mickael.

-Não estou te desafiando,  Grandiosa.  Perdoe- me por tê-la desrespeitado ! Sei de teus feitos.  Reconheço teu Principado.  Saudação !

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