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YAMÊ ARAM

quarta-feira, 6 de março de 2013

QUEM ARRANCA TATU DO BURACO?

Certa vez, eu, minha mãe biológica e meu irmão fomos juntar castanha do pará, que antes de ser castanha é um ouriço capaz de aguentar uma explosão nuclear ou esmagar a cabeça dum caboclo caindo de uma altura de mais cem metros. Havia uma castanheira que dava ouriços enormes, quase do tamanho de um jerimum pesando uns oito quilos. Dez ouriços dessa castanheira enchiam uma lata de tinta daquelas grandes. Evidentemente quando se junta castanha você age como um animal disputando cada ouriço, e quem é mais rápido junta mais e ganha mais dinheiro, e nesse ponto minha mãe era a melhor, ela era rápida e enquanto eu e meu irmão juntávamos cinquenta ouriços cada um, ela juntava cento e cinquenta. Depois eu descobri que ela juntava mais que agente por que não colocava dentro do saco de fibra, ela ia jogando tudo no determinado lugar e depois colocava dentro do saco. Eu não sou boba e comecei a fazer igual a ela. Meu irmão era muito competitivo e começou a chorar quando viu a quantidade de ouriços que eu e minha mãe tinha-mus juntado. Resultado, tivemos que ajudá-lo a juntar mais ouriços para seu saco. Um saco! Em quanto estava-mus entretidos colocando os ouriços juntados no saco, Tubarão, Netuno e Bocanega, meus cachorros que nos acompanhavam na aventura selvagem, entraram na floresta que estava a uns cinco metros depois da cerca de arame sem que nós percebêssemos. Começamos a ouvir os três latirem sem parar no mesmo lugar, logo vi que se tratava de algum animal que tinha sido encovado pelos cachorros. -Acho que é Tatu, mano! Disse ao meu irmão com ânimo. -ACHO QUE ONÇA! Respondeu meu irmão com os olhos arregalados. Ele só fingia que era corajoso para meu avô, mas, no fundo ela gagava de medo, e depois eu que era viadinho! -Não é onça, não, se fosse os cachorros já tinham corrido ou algum já tinha gritado por ter sido apanhado pela pintada. -Eu vou lá vê! Afirmei já passando entre os arames rumo à floresta. -Onde você vai menino, depois é um bicho, quero vê o que você vai fazer! Disse-me minha mãe preocupada. Ela sabia que quando coloco uma coisa cabeça não volto atrás. Quando cheguei onde estavam os cachorros, constatei que minha intuição estava certa, era um buraco de Tatu. Cortei uns paus finos e finquei na porta do buraco para impedir que ele fugisse. Cortei outro pau para fazer de ferro-de-cova para começar a cava atrás do Tatu. Nesse momento chegam minha mãe e meu irmão com cara de medo. Meu irmão agachou-se na porta do buraco e conseguiu ouvir que o Tatu estava cavando lá dentro. -Ele tá cavando, é Tatu mesmo! Exclamou meu irmão! -Mija na porta do buraco menino, que ele pára de cavar! Gritou minha, mãe! Meu irmão não contou até três e começou a urinar no buraco, por mais incrível que pareça, o Tatu realmente parou de cavar. Aí,, quem começou a cavar fomos nós. Cavamos por volta de umas oito horas, foi quando conseguímos ver o rabo do Tatu. Era um rabão, da grossura de um pepino, enorme! -Eu vou arrancar ele do buraco pelo rabo! Exclamei pra eles. -ha ha ha ninguém consegue arrancar um Tatu do buraco quando ele abre as patas dianteiras e crava-as na terra! Debochou meu irmão chorão. -Eu arranco e vocês cacetam! Afirmei. Firmei os pés na terra. Agarrei com as duas mãos o rabo enorme daquele Tatu. Respirei fundo. E puxei com toda força. -Caceta! Caceta! Caceta! Ninguém tinha coragem de matá-lo. Comecei então a bater com aquele Tatu por todos os troncos de árvores que haviam por perto de nós, até conseguir deixá-lo tonto. E terminei de matá-lo com cacetadas. Foi então que percebemos que não era apenas um Tatu, mas sim dois. Arranquei o outro e foi a mesma luta até conseguirmos matá-lo também. Isso já fazia quase dez horas que estava-mus ali e já estava escurecendo na mata. Deixei meu saco de castanha para trás e trouxe os Tatus nas costas. Eram enormes, quase maior que os cachorros que estavam pulando e latindo de alegria. -O maior será nosso e o menor será para os cachorros! Exclamei toda feliz. Nunca havia caçado. Mas, já tinha uma história para contar e zua com meu irmão que gagou de medo e agora queria de todas as formas levar a fama, principalmente por eu ter conseguido arrancá-los do buraco, coisa que para ele era impossível. Viado também caça!

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