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YAMÊ ARAM

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O TAMANDUÁ BANDEIRA


Tamanduá que dá bandeira, só o do cerrado. Pois, o do amazonas nem bandeira tem pra dá. Certa vez, eu que sempre me orgulhei de minha inteligência, fui pega por ela. Meu avô, o bendito…havia comprado um novo terreno, que como tudo no amazonas, ficava no meio da selva. Como era uma mata virgem, tinha que ser medida e derrubada para se plantar capim que geraria o campo para os bichos. Ninguém era melhor em matemática do que eu. Ninguém escrevia melhor. E não havia letra mais bonita e legível que a minha. Maldita inteligência! Por isso, fui castigada a ir com meu avô pra tomar nota de tudo. E era necessário fazer uma picada, isso já me lembra cobra…surucucu, cascavel, jararaca, pico de jaca, cobra coral, cobra papagaio, essa só não fala… mas morde! Essa picada é uma espécie de trilha em plena mata fechada. Eu morrendo de medo de tudo e todos, fui entrando naquele martírio. A cada passo dentro da mata, parecia que a noite tinha chegado. É preciso se ter olhos nas costas, e na cabeça também, pois, tem uma peçonha com mania de vampiro, que fica pendura de cabeça pra baixo nos galhos das árvores, e quando o caboco passa sem chapéu, ela o morde na cabeça. Eu acho isso tudo muito estranho! Derrepente, os cachorros acharam alguma coisa, e começaram a latir assustados e pareciam estar muito agitados. Um grunido como de um urso ouviu-se por toda aquela mata. Pelo barulho que o bicho fez parecia ser um monstro. Seu Raimundo, caboco velho, disse- VALEI-ME MINHA NOSSA SENHORA! Eu nessa hora já tinha despido do sonho de fugir da selva, e tava branca de medo. Vermelho e Azul, Garantido e Caprichoso já são! Os cabocos todos correram pra ver o que era, quando chegaram perto, não dava pra ver direito, também na mata fica difícil ver qualquer coisa. Um vulto cinzento com manchas pretas nas costas contornadas de uma linha branca bem fininha, levantou-se do chão, chegando a uma altura de uns dois metros e meios. Maior do que qualquer um de nós. Aquilo parecia uma preguiça gigante pré-histórica. –VALEI-ME MEU DEUS! Meus cabelos estavam todos arrepiados, o chão parecia ter virado nuvem debaixo dos meus pés. OH COMO SOFRI! Era um tamanduá bandeira monstruoso, maior que um urso, suas garras tinham mais de trinta centimetro, sua cabeça era do comprimento dum braço dum homem. O tamanduá acocou, Google Caboquês : Agachou-se sobre suas patas traseiras, ou o mesmo que ir na moita pra resolver o problema intestinal urgente! O Tamanduá bandeira colocou suas garras das patas dianteiras na sua frente, e parou…enquanto os cachorros o rodeavam , tentando o encurralar. Num instante, ele deu um pote pra traz e pegou um dos cachorros, quando virou-se novamente para frente, três pedaços do cachorro caíram bem na nossa frente. Até cachorro sabe quando dá bandeira e enfiar o rabo entre as pernas. Nós fomos os primeiros a correr. Ninguém tentaria roubar a bandeira daquele tamanduá. Juro pra vocês!

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